Exoneração de Eva Curió por suspeita de corrupção em esquema de desvio milionário no Maranhão

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A esposa do prefeito da cidade de Turilândia, Eva Curió, foi exonerada de seu cargo no governo do Maranhão, onde atuava como superintendente de Articulação Regional. Ela está presa desde a semana do Natal, suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção que teria desviado mais de R$ 56 milhões. Nas investigações, Eva Curió é apontada como a pessoa responsável por gerenciar as contas da Prefeitura e da Câmara Municipal, operacionalizar transferências ilícitas e articular a compra de imóveis para lavagem de dinheiro.

O governo do Maranhão oficializou a exoneração de Eva Curió do cargo em comissão, que estava em vigor desde junho do ano anterior. A medida foi publicada no Diário Oficial em 5 de janeiro, retroativa a 24 de dezembro, data da prisão da ex-superintendente. O prefeito de Turilândia, Paulo Curió, também preso por suspeita de corrupção, e Eva Curió devem prestar depoimento sobre as acusações na próxima sexta-feira em São Luís, na sede do Ministério Público.

Diante da gravidade dos fatos, o Ministério Público do Maranhão solicitou intervenção na administração de Turilândia, que atualmente está sob o comando do presidente da Câmara Municipal, José Luís Araújo Diniz. O pedido de intervenção será analisado pelo Tribunal de Justiça do Maranhão a partir desta quarta-feira. Até o momento, o MP já ouviu oito investigados e aguarda os depoimentos dos 11 vereadores da cidade, todos também presos por suspeita de participação no esquema.

A operação que levou à prisão do prefeito e da vice, além de toda a Câmara dos Vereadores, revelou um esquema de desvio de mais de R$ 56 milhões por meio de empresas fictícias criadas pelo chefe do Executivo municipal. Empresários, servidores, vereadores e um ex-vereador também estão sendo investigados por envolvimento nas atividades ilícitas. O MP-MA apura indícios de organização criminosa, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

A participação dos agentes políticos no esquema foi detalhada pelo Ministério Público. O prefeito Paulo Curió era apontado como líder da organização criminosa, atuando como ordenador de despesas, direcionador de licitações e pagador sem comprovação da execução dos serviços. Já a vice-prefeita Tânia Mendes e a ex-vice-prefeita Janaina Lima eram peças-chave no núcleo empresarial, facilitando a lavagem de capitais e retendo valores dos contratos. A situação delicada exige investigação minuciosa para elucidar todos os aspectos do caso e responsabilizar os envolvidos.

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