Explosão ilegal fere criança em área nativa de Guarujá: moradores exigem esclarecimentos da operação da Polícia Ambiental.

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Criança fica ferida após explosão de construção ilegal em área nativa

Uma onda de choque gerada pela explosão atingiu casas próximas à construção. Moradores da região se feriram com estilhaços

São Paulo — Uma criança de dois anos ficou ferida por estilhaços de vidro, na sexta-feira (24/1), após a explosão de uma casa construída ilegalmente em área nativa no Jardim Virgínia, em Guarujá, no litoral de São Paulo. A explosão foi conduzida pela Polícia Ambiental em parceira com o Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE). Uma onda de choque gerada pela explosão atingiu casas próximas à região e moradores reclamam de ferimentos.

Mãe da criança de dois anos, Nicoly Esmelindro de Oliveira, de 29 anos, utilizou suas redes sociais para denunciar os impactos da operação. Segundo a mãe, as autoridades não isolaram a área, nem emitiram aviso prévio à comunidade (veja o vídeo):

A operação utilizou material explosivo (dinamite) e gerou uma onda de choque, que atingiu algumas casas da região. Nicoly usou suas redes sociais para denunciar “a falta de planejamento e responsabilidade na condução da operação”.

“Após a explosão, os responsáveis não procuraram amparar ou verificar se alguém se machucou com o impacto. Eles simplesmente entraram nos carros e foram embora”, reclamou a mulher.

Moradores da região exigem esclarecimentos dos policiais. Uma criança de dois anos ficou ferida por estilhaços da explosão. A mulher registrou em suas redes sociais imagens dos estilhaços espalhados pela casa.

O que diz a Secretaria de Segurança Pública

Em nota ao Metrópoles, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) disse que os moradores próximos da região foram notificados da ação no dia da operação. Além disso, o órgão alega que foi estabelecido um perímetro de isolamento com mais de 100 metros de distância da área de detonação.

“Em conformidade com a Lei 9.605/1998 e o Decreto nº 6.514/2008, a quantidade de explosivo utilizada foi mínima, suficiente apenas para comprometer a estrutura da construção. O bairro é regularmente vistoriado pelas equipes e diversas autuações já foram lavradas, incluindo a da obra citada, que havia sido notificada por sua irregularidade”, afirmou a SSP.

A Polícia Militar (PM) apura eventuais danos ou impactos causados aos moradores das proximidades e busca as famílias para esclarecimentos.

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