Exumação encontra marca no pescoço de PM em apartamento em SP

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Exumação encontra marca no pescoço de PM que morreu com tiro na cabeça em apartamento em SP.

Marcas na região do pescoço e no corpo da policial militar Gisele Santana foram encontradas e identificadas após a exumação do corpo da soldado, realizada na última sexta-feira (6) em Suzano, na Grande São Paulo.

A descoberta levou os investigadores a solicitar exames complementares para verificar se houve algum tipo de compressão no pescoço antes do disparo que matou a PM dentro do apartamento onde ela morava com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, no Brás, região central da capital.

Solicitação de exames complementares

No sábado (7), médicos legistas do Instituto Médico-Legal (IML) Central da capital realizaram exames de imagem, incluindo uma tomografia, para analisar a lesão encontrada no pescoço. Segundo apuração da TV Globo, o objetivo é confirmar ou descartar se a policial sofreu pressão no pescoço antes de morrer.

Gisele, de 32 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça na manhã de 18 de fevereiro no apartamento onde vivia com o marido, de 53 anos. O caso foi registrado inicialmente como suicídio, mas passou a ser investigado como morte suspeita.

Além da marca na região cervical, um socorrista que participou do atendimento relatou em depoimento que também observou uma área arroxeada na altura da mandíbula da vítima. Na avaliação dele, a marca poderia ter relação com o disparo, mas a conclusão depende dos laudos periciais.

Apuração minuciosa dos fatos

A investigação também analisa possíveis inconsistências no horário da morte. Uma vizinha do casal afirmou à polícia que acordou às 7h28 depois de ouvir um estampido único e forte vindo do apartamento.

O horário é cerca de meia hora antes da primeira ligação feita pelo marido da vítima, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Neto, ao serviço de emergência. Na chamada para a PM, registrada às 7h57, ele disse que a esposa havia se matado.

Minutos depois, às 8h05, ele ligou para o Corpo de Bombeiros e disse que a mulher ainda estava respirando. As equipes chegaram ao local às 8h13.

Desdobramentos em investigações

Um dos socorristas relatou que achou a cena incomum e decidiu fotografá-la. Segundo ele, a arma estava posicionada na mão da vítima de uma forma que nunca havia visto em casos de suicídio.

O profissional também afirmou que o sangue já estava coagulado quando a equipe chegou ao apartamento e que não havia cartucho de bala no local. Ele disse ainda que, apesar de o tenente-coronel afirmar que estava tomando banho quando ouviu o disparo, não havia água no chão do imóvel.

Outro ponto analisado pelos investigadores é a presença do desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do Tribunal de Justiça de São Paulo, no prédio na manhã da morte.

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