Facção criminosa proíbe brigas entre torcidas de Ceará e Fortaleza: MP investiga ordem e manifestações após Clássico-Rei

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A ordem de uma facção criminosa proibindo brigas entre torcidas organizadas do Ceará e Fortaleza após a saída de líderes tem sido tema de investigação pelo Ministério Público do estado. O caso veio à tona com mensagens e vídeos que circulam na internet, destacando a proibição estabelecida pelo grupo criminoso. As imagens chegaram ao conhecimento do MPCE, que está analisando a situação em detalhes. A renúncia dos presidentes das torcidas organizadas dos clubes cearenses também trouxe mais complexidade ao cenário, com Weslley Paulo e Anderson Xiboi afirmando não serem mais líderes da Cearamor (TOC) e Uniformizada do Fortaleza (TUF), respetivamente, em vídeos gravados pelos próprios.

A primeira manifestação da ordem da facção em proibir as brigas entre torcedores ocorreu no contexto do Clássico-Rei de 2026. Antes da partida entre Ceará e Fortaleza, confrontos generalizados entre torcedores foram registrados em diversos locais da capital cearense. A Polícia Militar deteve cerca de 350 pessoas, entre adultos e adolescentes, de acordo com informações da TV Verdes Mares. Além disso, os vídeos divulgados mostram não só as brigas, mas também a ocorrência de conflitos entre torcedoras que forçaram mulheres a tirarem uniformes do time adversário em locais públicos, evidenciando a gravidade da situação.

Contudo, a ligação direta entre as saídas dos líderes das torcidas e as ordens da facção ainda não foi confirmada. O G1 tentou contato com os ex-presidentes, mas não obteve resposta até o momento. Nas mensagens que circulam nas redes sociais, a facção demonstra preocupação com os problemas gerados pelos conflitos entre torcedores, que poderiam trazer repercussões para a organização criminosa e interferir na dinâmica local. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará se manifestou sobre o caso, ressaltando que a Polícia Civil está conduzindo as investigações e monitorando possíveis ações criminosas relacionadas.

Os confrontos entre torcedores antes do Clássico-Rei evidenciam a gravidade da situação, com relatos de lutas envolvendo socos, chutes, paus, pedras, rojões, socos-ingleses e artefatos explosivos utilizados pelos envolvidos. A atuação da Polícia, principalmente do CPRaio, resultou na captura de dezenas de torcedores, incluindo adultos e adolescentes, integrantes de ambas as torcidas. Os detidos enfrentam potenciais acusações que variam desde associação criminosa até tumulto no contexto da Lei Geral do Esporte, refletindo a seriedade dos episódios ocorridos nas imediações da Arena Castelão.

É importante ressaltar que a violência e ações desrespeitosas entre torcidas representam uma ameaça não apenas ao ambiente esportivo, mas também à segurança pública e à integridade dos cidadãos. A abordagem violenta e coação de torcedoras para retirarem camisas do time rival demonstram a gravidade da situação e a necessidade de medidas efetivas para coibir tais práticas. Em um contexto de paixão pelo futebol, é essencial promover o respeito mútuo, o diálogo e a paz nos estádios e fora deles, garantindo que o esporte seja um catalisador de união e não de confronto entre as pessoas. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará e acompanhe de perto a realidade do estado.

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