Falhas na distribuição de água da Copasa crescem mais de 70% em MG 2025

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Interrupções no fornecimento de água da Copasa crescem mais de 70% em 2025 em MG

Dados obtidos via Lei de Acesso à Informação mostram que, de janeiro a outubro
do ano passado, Copasa registrou 5.571 paralisações com duração superior a 12
horas.

Falhas no abastecimento disparam em Minas Gerais

As interrupções no fornecimento de água pela Companhia de Saneamento de Minas
Gerais (Copasa) dispararam em 2025.

De janeiro a outubro, foram 5.571 paralisações com duração superior a 12 horas
em Minas Gerais, uma média de 557 por mês. O número representa um aumento de
71,9% em relação ao mesmo período de 2024. Os dados foram obtidos via da Lei de
Acesso à Informação.

O tipo de interrupção também mudou. Em 2021, 59% das ocorrências foram causadas
por manutenções planejadas. Em 2025, 97% tiveram relação com problemas
emergenciais.

A doméstica Daiane de Fátima, moradora do bairro São Pedro, em Esmeraldas, na
Região Metropolitana de Belo Horizonte, disse que a falta
de água se tornou parte da rotina. Houve períodos em que a casa dela ficou até
dez dias consecutivos sem abastecimento.

“De julho pra cá piorou muito. A gente fica sem água direto, sem saber quando vai voltar. A conta já passou de R$ 350, e a água não vem”, reclamou Daiane.

Interrupções devem ser registradas

Conforme a regulamentação da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de
Água e Esgotamento Sanitário (Arsae), toda interrupção superior a 12 horas deve
ser registrada e divulgada.

Quando a paralisação é programada, a comunicação aos consumidores precisa ser
feita com pelo menos três dias de antecedência. Nos casos emergenciais, o aviso
deve ser imediato.

A agência informou que monitora semanalmente os dados, cruza as informações com
reclamações dos consumidores e envia equipes de fiscalização em situações de
faltas prolongadas ou recorrentes.

Caso as regras não sejam cumpridas, podem ser aplicadas penalidades, inclusive
por falhas de comunicação, demora no reabastecimento e ausência de
caminhões-pipa para serviços essenciais.

Consumidor pode ter direito a ressarcimento

Segundo o advogado especialista em direito do consumidor Felipe Moreira,
consumidores têm direito a ressarcimento em casos de interrupções longas ou
repetidas.

“O consumidor paga por um serviço contínuo. Quando isso não acontece, ele pode
buscar compensação”, explicou Felipe Moreira.

Ainda de acordo com o especialista, prejuízos comprovados podem gerar pedidos de
indenização por danos materiais.

O que diz a Copasa

A Copasa afirmou que acompanha de forma permanente as interrupções no
abastecimento e que vem aprimorando a operação para aumentar a eficiência do
sistema e reduzir os impactos aos clientes.

A companhia informou ainda que implantou tecnologias para detecção de vazamentos
não visíveis e que realizou a renovação de hidrômetros e medidores.

Sobre a situação do bairro São Pedro, em Esmeraldas, a Copasa disse que o motivo
do desabastecimento é o aumento de consumo durante os dias mais quentes.

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