DE tem seguido um caso que chocou não só a população local, mas também as autoridades competentes. Trata-se do falso médico Wellington Mazini, que foi preso em janeiro por praticar medicina de forma ilegal em Cananéia, SP. O que chamou atenção é que essa não foi a primeira vez que Mazini foi acusado desse crime. Na verdade, quatro meses antes, em setembro de 2025, ele já havia sido denunciado por usar o CRM de outro profissional para realizar atendimentos e exames em São Paulo.
O falso médico atuava em um hospital de Cananéia, no litoral paulista, e foi denunciado pelo Ministério Público após atender pacientes de forma ilegal. Além disso, ele utilizou o CRM de um médico com quem mantinha sociedade em uma clínica na capital paulista. Segundo as investigações, Mazini afirmou que agiu a pedido do verdadeiro profissional e receberia uma quantia em dinheiro pelo serviço prestado. O Cremesp abriu sindicância para apurar o caso e entender como essas práticas puderam acontecer.
Uma petição encaminhada ao 11º DP de São Paulo em setembro de 2025 revela que Mazini e seus familiares foram acusados de associação criminosa, estelionato, falsidade ideológica e material, e apropriação indébita. O advogado do empresário afirmou que ele se passava por um médico legítimo para realizar procedimentos como ultrassonografias, colocando em risco a saúde e a vida dos pacientes. O MP e a Polícia Civil foram acionados para investigar o caso.
Posteriormente, o Ministério Público denunciou Wellington Mazini por estelionato, perigo para a vida, exercício ilegal da medicina e falsidade material. As penas somadas poderiam chegar a 13 anos de prisão. O advogado do acusado alega que as denúncias são exageradas e que serão contestadas no devido processo legal. No entanto, o Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitou um pedido de habeas corpus da defesa, mantendo o empresário preso.
De acordo com a defesa de Mazini, ele agiu com autorização do verdadeiro médico, do qual seria estagiário há quatro anos e acompanhava em diversas clínicas. O falso médico afirmou que o profissional permitiu que ele usasse seu nome e assinatura nos laudos dos exames realizados. Além disso, Mazini é estudante do 5º ano de Medicina na Faculdade Estácio de Sá e estaria cursando uma especialização em ultrassonografia. Toda a situação gerou apreensão na comunidade e nas autoridades, que buscam entender como um caso tão grave pôde acontecer.




