Falsos corretores aplicam golpes na venda de imóveis no RS: saiba se proteger

Falsos corretores aplicam golpes na venda de imóveis no RS: saiba se proteger

PORTO ALEGRE (RS) — O Rio Grande do Sul enfrenta uma média alarmante de sete tentativas de golpes por hora, segundo dados da seção gaúcha do Registro de Imóveis do Brasil. Parte significativa desses crimes envolve fraudes na compra e venda de imóveis, cometidas por falsos corretores que se aproveitam da urgência ou da falta de informação dos compradores. Para evitar prejuízos, cartórios de Porto Alegre reforçam alertas e orientam a população sobre ferramentas gratuitas de proteção.

Os golpistas costumam anunciar propriedades que simplesmente não existem ou lotes em áreas irregulares, sem desmembramento aprovado. O diretor da seção, João Pedro Lamana Paiva, explica que as vítimas geralmente agem por impulso: visitam o local, gostam do espaço e fecham negócio sem verificar a documentação. “A pessoa compra, paga uma parte e faz uma festa. Quando vai ver, o imóvel não existe ou não está disponível para venda. Não existe almoço de graça”, afirma Paiva em declaração à imprensa.

Desconfie de preços muito abaixo do mercado

O diretor recomenda que os compradores mantenham atenção redobrada com ofertas tentadoras. A principal forma de prevenção é checar a situação jurídica do bem antes de qualquer pagamento ou assinatura de contrato. No Rio Grande do Sul, isso pode ser feito gratuitamente por meio da plataforma RI Digital. O sistema permite que o usuário faça um cadastro simples e visualize a matrícula do imóvel pela internet, inclusive aos finais de semana. Caso precise do documento oficial, o aplicativo emite a certidão em até quatro horas, garantindo acesso a dados atualizados e evitando o uso de matrículas antigas que golpistas costumam apresentar para enganar as vítimas.

Outras opções de segurança na compra de imóveis

Além da consulta online, os especialistas indicam ir presencialmente a um cartório, consultar um tabelião de notas ou contratar um advogado especialista em direito imobiliário. A regra básica do setor é clara: no Brasil, a posse exige o título de compra e o registro no cartório. “Quem não registra, não é dono”, conclui Paiva. A recomendação é que o comprador nunca feche negócio sem antes confirmar a titularidade e a regularidade do imóvel, evitando dores de cabeça futuras.

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