Há mais de uma semana sem energia, comerciantes da 25 de Março, no Centro de SP, sentem impacto na véspera do carnaval. A previsão da Enel é que o fornecimento seja normalizado até o fim da próxima semana, depois do feriadão. Enquanto isso, os lojistas dependem de geradores a diesel para abrir as portas. O diretor de Operações da Enel falou sobre a falta de energia na região Central de SP.
Centenas de lojas na região da Rua 25 de Março, um dos principais centros comerciais da cidade de São Paulo, enfrentam problemas no fornecimento de energia elétrica há mais de uma semana. A situação tem impactado nas vendas durante uma época bastante movimentada para o comércio local, o Carnaval. O mesmo tem ocorrido na região do Bom Retiro. Em ambos os pontos, lojistas estão dependendo de geradores a diesel para abrir as portas. Porém, quando o combustível acaba, o fornecimento de energia para, deixando os comércios sem climatização, em meio às altas temperaturas que a capital tem registrado, e afastando os clientes.
A previsão é a de que o problema seja solucionado somente até o final da próxima semana, depois do feriadão. As regiões mencionadas possuem fiação subterrânea. Segundo a distribuidora Enel-SP, o problema atual está relacionado justamente às altas temperaturas, que teriam superaquecido as galerias por onde os cabos de energia passam, danificando trechos da rede elétrica. Contudo, alguns comerciantes relatam que receberam outra explicação da companhia: os transtornos enfrentados seriam reflexos das chuvas, que teriam alagado as galerias subterrâneas. Nesse caso, o fornecimento de energia só poderia ser retomado após a drenagem das estruturas.
Em entrevista ao Bom Dia São Paulo nesta quinta-feira (27), o diretor de operações da Enel, Márcio Jardim, negou que o problema nas regiões esteja relacionado às chuvas. Ainda assim, mangueiras de drenagem foram avistadas em alguns pontos pela equipe da TV Globo. Quanto à demora para o restabelecimento da energia, o representante alegou que as redes subterrâneas são mais complexas do que as aéreas e apenas funcionários especializados podem atuar nelas. A dificuldade de trabalhar em um espaço confinado, com altas temperaturas, dificuldade de acesso, e resfriamento das câmeras, acaba elevando o tempo da atividade.
Assim que a rede for consertada, a distribuidora precisará desligar a energia no entorno da área afetada, para poder fazer a transição do abastecimento por geradores para o de fiação. Questionado sobre o prejuízo dos comerciantes, o diretor de operações informou que, pela regulação nacional do serviço das distribuidoras de energia, só cabe à Enel ressarcir danos elétricos, ou seja, equipamentos queimados ou danificados, um trâmite que pode levar até 90 dias, a partir do pedido do consumidor.