Os moradores de Itapema, cidade conhecida por ter o 2° metro quadrado mais caro do país para venda de novos imóveis, se viram às voltas com a falta de energia no primeiro dia do ano. Mais de 11 mil unidades ficaram sem o serviço, o que resultou em protestos, como o panelaço realizado em vários prédios da região. A situação se tornou ainda mais desafiadora devido às altas temperaturas, que ultrapassavam os 30°C durante o incidente, evidenciando a insatisfação da população com a Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), responsável pela distribuição de energia no estado.
A suspensão do serviço afetou também a cidade vizinha de Porto Belo, duas localidades muito procuradas por turistas no verão. A Celesc atribuiu a causa da falta de energia aos temporais com fortes chuvas e ventos na região, que resultaram na queda de árvores e galhos sobre a rede elétrica. A dificuldade em localizar os defeitos na rede, somada ao intenso trânsito na região, contribuiu para o atraso no restabelecimento do serviço, que durou cerca de 12 horas para parte dos moradores.
O restabelecimento da energia ocorreu gradualmente, começando por volta das 22h para aproximadamente metade das unidades consumidoras afetadas. A outra parte teve que esperar até as 4h45 do dia seguinte para que a eletricidade voltasse a funcionar. A Celesc afirmou que estava trabalhando continuamente para garantir a segurança das equipes e da população, implementando ações preventivas de manutenção e manejo da vegetação.
Mesmo com a situação sendo restabelecida, os moradores expressaram sua indignação por meio das redes sociais, compartilhando vídeos do panelaço em que demonstravam a insatisfação com a situação. A responsabilidade da Celesc em manter a qualidade e a continuidade do serviço de distribuição de energia elétrica foi posta à prova nesse episódio, evidenciando a importância da infraestrutura e dos serviços essenciais para o bem-estar e o funcionamento das cidades. Itapema, apesar de ser uma das cidades mais valorizadas do país, também enfrenta desafios estruturais que demandam atenção e investimento por parte das autoridades competentes.




