Família de PM encontrada morta diz que pode apoiar exumação do corpo em busca de ‘verdade e justiça’
Geraldo Neto foi afastado depois da morte da soldado Gisele Santana, no apartamento do casal em SP. Caso é investigado como morte suspeita. Perícia achou sangue no banheiro e laudo apontou disparo no lado direito da cabeça. Defesa diz que novos laudos podem esclarecer contradições.
Gisele Alves Santana era policial militar e deixa uma filha de sete anos. A família da policial militar Gisele Alves Santana afirmou na terça-feira (3), por meio do advogado de defesa, que espera que novos laudos periciais tragam esclarecimentos sobre a morte da soldado e não descarta apoiar um eventual pedido de exumação do corpo, caso a medida seja solicitada oficialmente durante a investigação.
Gisele, de 32 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça na manhã de 18 de fevereiro no apartamento onde vivia com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Neto, de 53 anos, no Brás, região central de São Paulo. O caso foi registrado inicialmente como suicídio, mas passou a ser investigado como morte suspeita.
Em entrevista coletiva, o advogado da família, José Miguel Silva, afirmou que a exumação “não é comum” em investigações, mas pode ser necessária caso os peritos não consigam chegar a uma conclusão definitiva. Segundo ele, apesar de a medida ser “chocante e traumatizante” para os parentes, a família está disposta a apoiar o procedimento se isso ajudar a esclarecer o que aconteceu.
O 8º DP, que investiga todas as circunstâncias possíveis relacionadas à morte da soldado, afirmou que avalia se pedirá a exumação do corpo dela para sanar eventuais dúvidas que tem sobre como a soldado morreu. A nova perícia dependeria de autorização judicial. Mesmo diante das incertezas que cercam a morte de Gisele, Geraldo ainda não é considerado investigado. A equipe de reportagem tenta contato com a defesa dele para comentar o assunto.
Um print de conversa obtido pela família da policial militar Gisele Alves Santana, no entanto, mostra que o tenente-coronel da PM Geraldo Neto afirmava ter acesso e controle sobre as redes sociais da esposa. Segundo o advogado dos familiares, José Miguel Silva, o print reforça a suspeita de controle e violência psicológica exercidos pelo marido.
Em seu depoimento inicial na delegacia que investiga o caso, Geraldo afirmou que discutiu com Gisele quando ela falou que queria se separar. Ele contou que foi tomar banho e um minuto depois ouviu o barulho do disparo. Quando abriu a porta, o coronel disse que encontrou a esposa caída na sala. Segundo Geraldo, ela estava ferida e sangrando na cabeça, segurando uma arma dele na mão. Em seguida, ele acionou as autoridades para pedir ajuda e contar o que aconteceu.




