Família de trabalhador morto por facção em São Luís luta para se reerguer: “Meu filho ainda pergunta por ele”

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Família de trabalhador assassinado a esmo por facção em São Luís tenta se reerguer sem o pai: “Meu filho ainda pergunta por ele”

Francisco Patrick foi morto de forma ‘aleatória’ e ninguém foi preso, cinco meses após o crime. Vítima era pai e principal provedor da família, que precisou se mudar do bairro onde morava.

Patrick foi assassinado enquanto caminhava na Vila Cutia, na região do São Raimundo.

No dia 20 de julho de 2025, a vida de uma família mudou completamente após um crime brutal. Naquele domingo, a caminho da igreja, o marido e pai da família caminhava na rua quando foi morto a tiro de forma completamente ‘aleatória’.

O crime aconteceu na Rua 6 da Vila Cutia, região do São Raimundo, em São Luís, e um vídeo registrou toda a ação dos criminosos.

Somente minutos depois, os familiares descobriram que o pai, Francisco Patrick, foi assassinado a esmo por uma facção criminosa que quis retaliar rivais pela execução de um aliado conhecido como ‘Chicão’, que tinha sido morto a tiros horas antes.

Francisco Patrick era o pai amoroso e provedor de uma família com uma esposa e três filhos. Ele não tinha relação com o crime, segundo a polícia, mas foi escolhido para morrer apenas por passar naquela rua e naquele momento, segundo as investigações. Além da dor do luto, a morte trouxe dívidas e o medo de voltar para casa. Por causa do crime, toda a família precisou se mudar, pois ‘tudo lembra Patrick’.

Patrick trabalhava como leiturista e a esposa, que trabalha como babá, recorreu às redes sociais com uma campanha para conseguir levantar os recursos básicos pela falta do homem que provia o dinheiro à família.

Segundo familiares, cinco meses após o assassinato, a Polícia Civil ainda não prendeu algum suspeito do crime, deixando um sentimento de revolta e injustiça. Um dos filhos de Patrick declarou, na época, que a maldita guerra de facção levou seu pai, um homem trabalhador e honesto, deixando ele e seus irmãos desamparados. Após o crime, a Polícia Civil informou que a Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa estava investigando o caso, mas até o momento não houve respostas concretas sobre o crime.

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