VITÓRIA (ES) — Uma operação policial em Ponto Novo, no norte da Bahia, expôs o esquema brutal de uma família que lucrava com empréstimos informais e juros abusivos, cobrando dívidas com violência e ameaças de morte. O dinheiro vivo guardado em casa chegava a R$ 1 milhão, e um jovem de 19 anos foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
De acordo com as investigações, os familiares agiam como agiotas, mas a cobrança ia muito além do financeiro. As vítimas eram obrigadas a entregar terrenos e veículos para quitar as dívidas, e quem resistia sofria agressões físicas e psicológicas. VITÓRIA — A polícia revelou que, em um dos casos, a vítima foi agredida, extorquida e ameaçada de morte de forma sistemática.
Esquema familiar usava medo e violência para controle financeiro
Os investigadores descobriram que os empréstimos informais eram a base do esquema. As taxas de juros disparavam rapidamente, deixando as vítimas sem saída. Para garantir o pagamento, a família utilizava constrangimento, ameaças e até lesão corporal, transformando a vida das pessoas em um verdadeiro pesadelo.
A operação, batizada de Teia da Usura, foi coordenada pela 19ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (COORPIN/Senhor do Bonfim). Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão na terça-feira (7), os agentes encontraram não só o dinheiro, mas também duas armas de fogo, munições, celulares, um veículo e cheques.
Vítimas viviam sob pressão constante e eram coagidas a entregar bens
Os relatos colhidos pela polícia mostram um padrão de terror. As vítimas eram coagidas a transferir propriedades, como terrenos e carros, para saldar as dívidas infladas. Quem se recusava enfrentava a violência direta, com agressões e ameaças de morte constantes.
Um jovem de 19 anos, integrante do grupo, foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. A família agora é investigada pelos crimes de extorsão majorada, ameaça, lesão corporal e associação criminosa. A polícia não descarta novas prisões à medida que o inquérito avança.
Material apreendido revela a dimensão do esquema criminoso
Além do valor milionário em espécie, os agentes apreenderam itens que reforçam a sofisticação do esquema. Armas, munições e cheques mostram que a família tinha estrutura para manter o controle sobre as vítimas. Os celulares apreendidos devem ajudar a rastrear outras pessoas envolvidas.
A operação foi um choque na tranquila cidade de Ponto Novo, que agora acompanha o desenrolar das investigações. A polícia pede que outras vítimas procurem as autoridades para denunciar. O caso segue sob sigilo para não atrapalhar as apurações.



