Fique por dentro das mudanças que a tecnologia Metaverso pode trazer para sua vida

Em dois anos, uma nova forma de lidar com o mundo começar a fazer parte da rotina das pessoas. Inovações como criptomoedas e arte digital já fazem parte desse mundo no qual até igreja já faz parte

A sua vida real basta ou uma virtual cairia bem? Em breve é provável que todos nós tenhamos um avatar para chamar de nosso. A ideia parece estranha, mas é o que o chamado metaverso promete com a criação de espaços de realidade digital se misturam aos “de verdade” em tudo o que envolve a rotina de uma pessoa (serviços, trabalho, lazer, estudo e relacionamentos).

Participar de uma reunião da sua casa com outras pessoas em homeoffice vendo todas elas sentadas em um escritório, assistir aula com a imagem de um professor projetada em um holograma ou mesmo fazer assistir a um show ou cerimônia de casamento como se estivesse rodeado de outros fãs ou convidados. Essas são amostras de como os hábitos sociais mudarão antes mesmo do que se imagina. 

• Compartilhe essa notícia no Whatsapp• Compartilhe essa notícia no Telegram

O cientista da computação Daniel Gomes explica que se trata de três dimensões com características do mundo real chance de realizações de feitos não possíveis aqui. Os celulares devem se manter como o principal dispositivo móvel para intensificar a presença nesses dois ambientes ao mesmo tempo. A aceitação das pessoas, no entanto, deve levar algum tempo. A previsão dele é que o impacto dessa tecnologia seja sentido em dois anos.

LEIA TAMBÉM

• Internet 5G já está em funcionamento em Goiânia• Ingressos para o show do Guns N’ Roses, em Goiânia, ainda estão à venda• Encontros e relações a partir da Internet exigem cada vez mais cautela e cuidado

“Acredito que para o cidadão comum, o metaverso poderá aparecer como uma forma de um trabalho remoto, adotado pelas empresas para facilitar a comunicação entre as equipes. Com a adoção dessa tecnologia agregada a outras, profissionais poderão manipular elementos de risco, como material radioativo, transportar cargas perigosas e outras atividades sem se colocarem em risco”,  detalha o especialista, que é professor da Estácio de Sá em Goiânia.

A tentativa mais remota de metaverso foi o The Sims, um sucesso que começou em 2014. Bonequinhos representavam pessoas de todo o mundo que se divertiam e conversavam. Do outro lado da tela, os usuários experimentavam um novo mundo que hoje tem soluções para resolver necessidades de qualquer ser humano da era contemporânea. Fazer compras é uma delas, graças às criptomoedas. 

Sim, transações comerciais são possíveis nesse meio virtual. O Banco do Brasil já opera no metaverso e um grande passo nesse aspecto foi a venda inédita de um imóvel no Brasil nessa modalidade em Valparaíso de Goiás. A proposta é que exista uma vertente à parte com venda de roupas,  geração de renda, cassinos, arte digital dentro da NFT( sigla em inglês para token não fungível) e até publicidade em outdoors, por exemplo. 

O segmento religioso também começou a se ambientar com a novidade ao inaugurar o primeiro templo religioso nessa plataforma de realidade virtual neste mês.  A Igreja Batista da Lagoinha de Orlando, uma extensão da sede mineira nos Estados Unidos, tem a estrutura de qualquer outra: lugar onde ocorrem os cultos, sala para crianças e jogos online evangelizadores. O argumento dos fundadores é pregar para todas as pessoas. A estratégia serve ainda para alcançar cristãos em países onde não há liberdade religiosa e esse grupo é perseguido, como na Coreia do Norte e Afeganistão, de acordo com a organização Missão Portas Abertas.

Entraves

A popularização dessa nova possibilidade de socialização, no entanto, depende de dois aspectos importantes. O primeiro está relacionado à disponibilidade de internet com conexão e qualidades melhores do que às redes atuais, no caso, a 5G. Além disso, equipamentos que deem a sensação de realidade às situações, como luvas táteis, óculos com sensores e controles diferenciados.

“Como o acesso depende de tecnologias e vivemos em um país onde o acesso a ela depende de um certo investimento, acredito que, inicialmente, o metaverso seja utilizado como um recurso para universidades públicas e órgãos do governo fazerem bancas de conclusão de curso, entrevistas e reuniões sem a necessidade de deslocamento”, afirma Daniel.

Tags: