Jornal Diário do Estado

Febre Amarela: não há motivo para pânico, diz SMS

“Não existe motivo para pânico”. O aviso é da superintendente em Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) Flúvia Amorim. Segundo ela, se em todo o país os casos de febre amarela são casos de preocupação,em Goiânia, a população, apesar de estar em alerta para a situação, não correu para os postos de saúde.

A procura por vacinas nos Cais aumentou nos últimos dias, mas de acordo com a Secretária Municipal de Saúde (SMS), o que é considerado normal nessa época. No ano passado, a SMS realizou 109 necropsias em primatas e desses seis eram casos de febre amarela.

O Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde (OMS) têm feito campanhas de esclarecimento sobre a cobertura vicinal e destacam que a pessoa que tiver tomado uma dose na vida, está protegido contra o vírus da febre amarela. “Não esquecendo que é de extrema importância que as pessoas sejam orientadas e conscientizadas também sobre quem realmente precisa tomar a vacina”, afirma.

Para Flúvia Amorim essa falta de orientação e esclarecimento sobre o vírus fez com que as pessoas ataquem macacos em algumas partes do pais. Os primatas são hospedeiros e sentinelas para vigilância da circulação do vírus. Por isso é relevante conscientizar a população sobre o fato de que o macaco não é transmissor e sim um meio de alerta. “Ao matá-los fica difícil saber sobre a transmissão ou evolução do vírus. A detecção do vírus entre eles auxilia no reforço das estratégias de controle do avanço da doença entre humanos”, ressalta.

Vacinas

Segundo a SMS, não há relatos de febre amarela urbana na capital, mas a vacina para quem não tomou a dose ou tem dúvidas sobre a cobertura vacinal pode ser encontrada nos Cais da capital e no Centro de Vacinação e Orientação ao Viajante que fica em frente ao Goiás Esporte Clube. E sobre o combate é reforçado pela superintendente que esclarecer é fundamental. “Orientar os moradores de que a participação deles é fundamental na eliminação das doenças transmitidas pelo mosquito”, alerta Flúvia Amorim.