Feminicídio em Santa Catarina: Mãe e filha são vítimas de facadas; suspeito morre em confronto

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Coração está despedaçado’, afirma a irmã e a tia das vítimas falecidas a facadas em Santa Catarina

O responsável pelo crime era o cônjuge e pai das vítimas e veio a óbito após um confronto com as autoridades. Em comunicado oficial, a Prefeitura de União do Oeste declarou luto oficial de três dias em honra às vítimas.

Mãe e filha são assassinadas a facadas em Santa Catarina; suspeito vem a óbito após confronto com as autoridades

A família de Juvilete Kviatkoski, de 37 anos, lamentou profundamente a morte dela e de sua filha, Mariana Vitória Cuochinski, de 15 anos. As duas foram vítimas de feminicídio na última sexta-feira em União do Oeste, uma localidade com aproximadamente 2,9 mil habitantes no Oeste de Santa Catarina.

Conforme relatos da Polícia Civil, o autor do crime era o esposo e pai das vítimas. Jair Cuochinski, com 46 anos, foi alvejado por policiais militares após resistir à abordagem e acabou falecendo no local.

Nas redes sociais, a irmã de Juvilete e tia de Mariana compartilhou sua dor pela perda.

> “Meu coração está quebrantado. Perdemos minha irmã Juve e minha sobrinha, duas vidas que jamais serão esquecidas. A dor é profunda, inexplicável, e só Deus poderá nos fortalecer nesse momento tão difícil. O amor delas será eterno e permanecerá vivo em nossas memórias”, relatou.

O velório das vítimas ocorreu na última sexta-feira em locais distintos: Juvilete e sua filha foram veladas em Nova Erechim, enquanto Jair recebeu as últimas homenagens na comunidade Barra da Europa, no interior de União do Oeste.

A Prefeitura de União do Oeste decretou luto oficial de três dias em decorrência das mortes. A Polícia Civil está investigando as circunstâncias que motivaram o crime.

O ataque ocorreu por volta das 10h. Segundo a Polícia Militar, as autoridades receberam um chamado informando que um crime estava em progresso em uma residência, onde havia vestígios de sangue na área externa.

Ao adentrarem a propriedade, os policiais depararam-se com Jair empunhando uma faca. Diante de sua recusa em soltar a arma e de seu avanço em direção aos agentes, um dos policiais atirou para conter a agressão. Equipes médicas foram acionadas, porém o homem não sobreviveu.

Dentro da casa, Juvilete foi encontrada sem vida, vítima de múltiplos golpes de faca. Mariana foi socorrida por vizinhos, porém não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital.

Durante a perícia, as autoridades encontraram uma vela acesa e todas as bocas do fogão abertas. A área foi isolada para investigação da Polícia Científica.

Maria Domingas, prima da família, relatou ao g1 que Juvilete era professora na Escola de Educação Básica São Luiz, no município, e que Mariana era jogadora de futebol e participava das atividades litúrgicas na igreja. Os três eram naturais da região e moravam juntos.

> “A família era muito unida, não havia relatos de problemas entre eles. Jair trabalhava como pedreiro e Juvi como professora. Ela era uma pessoa exemplar e dedicada em tudo o que fazia, e Mariana era uma jovem adorável, muito querida”, lamentou.

Nas redes sociais, a igreja onde as duas atuavam manifestou solidariedade à família e enalteceu a participação ativa de Juvilete e Mariana na comunidade.

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