Jornal Diário do Estado

Férias: conheça dicas para evitar doenças e aproveitar a diversão

Medicamentos específicos devem fazer parte da mala de viagem, assim como seguro-saúde, de acordo com especialista

Janeiro é oficialmente o mês de férias escolares e recesso de muitos pais. O mês coincide com o verão, quando muitas famílias viajam para locais onde novas experiências e a desatenção podem deixar memórias negativas com o surgimento de doenças. Intoxicação alimentar, gripe, insolação e até hepatites podem se tornar companheiros indesejados. 

De acordo com o infectologista Marcelo Daher, os cuidados dependem do destino. Apesar disso, ele sugere que os turistas levem medicamentos de precaução. Ele inclui na lista  antitérmicos e analgésicos que a pessoa já está acostumada a utilizar. A exceção são os antibióticos por demandarem orientação e prescrição médicas. 

“Alguns locais exigem vacinas específicas e recomendam alguns tipos de medicamentos. Por exemplo, em regiões da África, onde há incidência maior de malária, há recomendação de uso de um medicamento profilático para essa doença. Em algumas regiões da Índia, a pessoa pode fazer uso da vacina de febre tifoide para evitar diarreia e no Brasil, em alguns locais é exigida a vacina de febre amarela”, explica.

O especialista aconselha os turistas a contratarem um seguro-saúde, principalmente para viagens ao exterior. Ele lembra que a assistência em caso de acidentes e de emergências sem o serviço se torna mais difícil, cara e confusa. De forma geral, a orientação é evitar exposição prolongada a temperaturas extremas, como frio ou calor, consumir alimentos e bebidas em excesso.

Vacinas

No caso das vacinas, a aplicação varia conforme a data da viagem.  Para viagens de avião, a recomendação é que as vacinas sejam tomadas entre dois e um mês e meio de antecedência do embarque. Dentro do Brasil, a imunização contra febre amarela é essencial para os viajantes do Acre, Amazonas, Amapá, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Roraima, Rondônia e Tocantins.

Fazer o quê?

Em caso de insolação, os sintomas de desidratação, falta de ar, dor de cabeça, pele quente e seca são tratados com a reidratação do organismo e ingestão de alguns medicamentos específicos. A prevenção é tomar bastante água, usar protetor solar, se proteger com chapéus e bonés, ficar em um local com sombra e evitar pegar sol diretamente entre 10h e 15h, que é quando ele está mais forte.

A intoxicação alimentar, que ocorre quando a pessoa come alimentos contaminados com microrganismos nocivos, pode ser evitada tendo atenção com a conservação, higiene e temperatura da comida. Os sintomas são diarreia, náuseas, vômitos e febre. O médico identifica a doença por meio de exames e recuperação depende de repouso e hidratação.