Fernando Haddad e suas críticas à gestão de Bolsonaro na economia

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O ministro Fernando Haddad tem responsabilizado o governo Bolsonaro pelos déficits fiscais no terceiro mandato do presidente Lula, além do aumento da dívida pública. Haddad aponta que o Orçamento de 2023, aprovado por Bolsonaro em 2022, apresentava um déficit primário de R$ 63 bilhões, sem espaço fiscal para aumentar o programa Auxílio Brasil e com despesas não previstas. No entanto, há críticas à seletividade do ministro ao não considerar as heranças positivas, como a redução de gastos com pessoal e a estabilidade das contas das estatais durante o governo anterior. O déficit atual não é apenas fruto de heranças, mas também de escolhas realizadas. O presidente Lula, ao promover a elevação real do salário mínimo e a indexação do gasto mínimo com saúde e educação, poderia ter adotado medidas diferentes para reduzir o déficit deixado por Bolsonaro. Adicionalmente, as desonerações eleitoreiras feitas por Bolsonaro poderiam ser revertidas para reduzir o déficit. Em uma perspectiva de longo prazo, a estabilização da dívida pública e a redução dos juros seriam possíveis se as políticas de gastos fossem revistas. O Brasil enfrenta desafios estruturais, como baixa produtividade e desigualdade, que impactam diretamente na capacidade do país em reduzir as disparidades econômicas. O salário mínimo tem crescido mais do que a produtividade, o que reflete a dificuldade em equilibrar as políticas sociais com a realidade econômica. Os juros elevados são reflexo dessas questões e indicam a necessidade de reformas estruturais para promover um desenvolvimento sustentável.

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