A nova edição do Festival de Curitiba está chegando, acontece de 30 de março a
12 de abril, e consolida o evento como uma das maiores iniciativas de artes
cênicas da América Latina, bem como um importante motor econômico e social da
capital paranaense. Mais do que reunir espetáculos e plateias cheias, o festival
transforma a cidade em um polo de negócios culturais, movimentando diferentes
setores da economia e ampliando o acesso à arte.
Ao longo do período do festival, Curitiba recebe artistas, produtores e
espectadores de várias regiões do país e do exterior, impulsionando atividades
que vão da infraestrutura técnica à gastronomia e à hotelaria. De acordo com a
organização, o evento deve gerar este ano cerca de 600 empregos diretos e 1.800
indiretos e a estimativa é que atraia um público superior a 200 mil pessoas.
A atual gestão municipal considera o evento estratégico para o desenvolvimento
da cidade. Segundo a administração, sediar o festival reforça a identidade
cultural de Curitiba e também impulsiona o dinamismo econômico da capital, ao
movimentar a cadeia produtiva da cultura, gerar empregos, renda e ampliar
oportunidades de negócios. Além disso, o evento contribui para encher a cidade
de arte e atrair visitantes, fortalecendo o posicionamento de Curitiba como um
importante polo cultural.
O impacto na cidade é sentido principalmente em áreas centrais e boêmias da
cidade, como Batel, Centro Cívico, Água Verde e São Francisco, onde estão
concentrados teatros e espaços culturais.
Segundo Fábio Aguayo, presidente da Associação Brasileira de Bares e Casas
Noturnas (Abrabar), bares, restaurantes e casas noturnas registram aumento
significativo no movimento durante o evento. “O setor costuma ter crescimento
entre 20% e 30% no fluxo de clientes e no faturamento, impulsionado
especialmente pela programação paralela e por eventos que combinam gastronomia e
entretenimento”, afirma.
Para atender à demanda, muitos estabelecimentos ampliam as equipes com
contratações temporárias que podem chegar a 50% a mais de funcionários em noites
de maior movimento. De acordo com Aguayo, cerca de 70% do público que movimenta
o setor é formado por moradores da própria cidade, mas o festival também atrai
turistas nacionais e visitantes de países do Mercosul, ampliando o consumo em
bares e restaurantes.
Festival transforma a capital em um polo de negócios culturais,
integrando desenvolvimento econômico e social à experiência artística.
Além do impacto no setor de serviços, o evento fortalece a economia criativa e
gera novas oportunidades para artistas e produtores culturais. As chamadas
Rodadas de Conexões reúnem programadores, curadores e profissionais do mercado
cultural, criando oportunidades de circulação para espetáculos e ampliando a
visibilidade dos artistas.
Foi o que aconteceu com Gustavo Gonçalves, do grupo Ciclistas Bonequeiros, de
São Paulo. Na edição passada, o coletivo participou da Mostra Anima Rua com o
espetáculo “Trilogia Circo”, de teatro lambe-lambe. Durante um encontro com
programadores, o projeto chamou a atenção da produção do festival Tiradentes em
Cena, em Minas Gerais.
“A conversa começou em Curitiba e acabou resultando em um convite para
apresentar o espetáculo em Tiradentes, com viagem, hospedagem e cachê”, conta o
artista. As apresentações aconteceram em diferentes pontos da cidade mineira,
incluindo áreas turísticas e bairros periféricos.
O Rodada de Conexões abre portas para novos encontros profissionais,
criando pontes entre artistas e curadores.
Na avaliação de Dado Borell, diretor comercial do evento, o festival conecta
arte, público e negócios. “O investimento em cultura reverbera em toda a
sociedade e transforma Curitiba em um cenário vibrante de oportunidades que
conecta talentos locais a grandes redes de mercado”, diz.
A diretora do festival, Fabíula Passini, ressalta que o impacto vai além do
período do evento. Segundo ela, o festival fortalece uma rede de fornecedores e
profissionais que atuam ao longo de todo o ano, consolidando a cidade como
referência nacional em economia criativa.
O Festival é uma vitrine artística e cultural de relevância nacional,
funciona como um motor estratégico da economia criativa.
Ao reunir espetáculos, negócios e circulação artística, este ano serão cerca de
435 atrações, o Festival de Curitiba reafirma sua posição como um catalisador de
desenvolvimento cultural e econômico, projetando a capital paranaense no cenário
nacional e internacional das artes cênicas.
A venda de ingressos já está disponível pelo site
e pela bilheteria física no Shopping
Mueller (Av. Cândido de Abreu, 127 – Piso L3, Centro Cívico).
34.º Festival de Curitiba
- Data: De 30/3 até 12/4 de 2026
- Valores: Os ingressos vão de R$00 até R$85 (mais taxas administrativas).
- Ingressos: e na bilheteria física exclusiva no
Shopping Mueller – Piso L3 (Segunda a sábado, das 10h às 22h e, domingos e
feriados, das 14h às 20h). - Verifique a classificação indicativa e orientações do espetáculo.
Descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clubes de
desconto e associações.




