A Fifa pode estar prestes a se lançar em uma nova fase de transformação da Copa do Mundo. A entidade máxima do futebol iniciou uma avaliação para aumentar o número de seleções participantes do torneio de 48 para 64 a partir de 2030, ano em que se comemora o centenário da competição.
A informação foi revelada pelo jornalista Martyn Ziegler, que obteve acesso a um documento interno da Fifa. Nele, a organização planeja contratar uma agência independente com o intuito de analisar os impactos que essa ampliação teria no formato do torneio e no calendário do futebol mundial.
Um dos principais focos da análise será compreender as implicações dessa mudança e como ela afetaria o ecossistema do Mundial, considerando não apenas os aspectos esportivos, mas também os logísticos e comerciais. Nesse contexto, a Fifa declarou que está “considerando as implicações estratégicas de uma possível expansão da Copa do Mundo além do formato atual”.
O desejo de ampliar o torneio tem ganhado força, especialmente alinhado ao interesse do presidente da Fifa, Gianni Infantino, em aumentar a representatividade de regiões como Ásia, África e Oceania. Essa mudança buscaria dar voz a seleções que tradicionalmente têm menos oportunidades no cenário esportivo mundial.
No entanto, a proposta enfrenta resistência entre algumas figuras do futebol. Uma das principais críticas diz respeito ao aumento no número de partidas que deverá ser incorporado ao já extenso calendário internacional. Existe uma preocupação com a carga física a que os jogadores seriam submetidos, considerando que já enfrentam uma agenda repleta de compromissos.
Vale lembrar que a Copa do Mundo já passou por diversas ampliações nas últimas décadas. Desde 1998, na edição da França, o torneio passou a contar com 32 seleções, formato que prevaleceu até 2022, no Catar. A próxima edição, em 2026, será histórica, pois pela primeira vez contará com 48 participantes, em um evento unificado entre os Estados Unidos, México e Canadá.
A possibilidade de ampliação para 64 seleções traz uma nova perspectiva sobre o futuro do futebol e coloca a Fifa em um caminho de reflexão sobre o que comprometerá nas suas celebrações e competições. Para os fãs do esporte, a mudança poderá criar novas rivalidades e histórias a serem contadas no maior palco do futebol.
O estudo em andamento será crucial para determinar se a Fifa avançará ou não com esse plano ambicioso para a edição de 2030. Resta saber se as consequências positivas que podem surgir compensarão os desafios que uma ampliação dessa magnitude certamente trará.





