Filha de policial que fez parte da 1ª turma da PRF desabafa sobre últimos
momentos ao lado do pai: ‘Ele me reconfortou’
Antônio Aparecido Flamínio foi descrito como um exemplo de coragem e
pioneirismo. De acordo com a filha, ele morava sozinho aos 91 anos e era
independente.
1 de 3 Antônio Aparecido Flamínio e a filha Luciana Flamínio, em Goiás — Foto:
Reprodução/Facebook de Antônio Aparecido Flamínio | Arquivo pessoal/Luciana
Flamínio
Antônio Aparecido Flamínio e a filha Luciana Flamínio, em Goiás — Foto:
Reprodução/Facebook de Antônio Aparecido Flamínio | Arquivo pessoal/Luciana
Flamínio
A filha do inspetor Antônio Aparecido Flamínio, policial aposentado que morreu
aos 91 anos e fez parte da 1ª turma da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Goiás, desabafou
sobre os últimos momentos ao lado do pai. A morte de Flamínio, como era
conhecido, gerou comoção entre familiares e colegas de profissão.
> “Ele ficou lúcido até os últimos dias no hospital. A gente teve muita troca,
> conseguimos nos despedir e falamos muita coisa. Foi muito intenso. Ele me
> reconfortou e me deixou tranquila”, relatou Luciana Flamínio, em entrevista à
> repórter Sarah Gandra.
De acordo com a Luciana, o pai estava com dificuldade de locomoção e fazia
exercícios físicos e fisioterapia para se manter ativo. Ela relatou que Flamínio
passou mal na quarta-feira (7), mas não resistiu e faleceu no hospital, no
domingo (11), em Goiânia.
APAIXONADO POR FUTEBOL E INDEPENDENTE
A filha contou que o policial era apaixonado por futebol, tinha o Vila Nova como
o seu time do coração e costumava pescar com um amigo na região sul do estado.
“Ele jogava uma hora de ‘Paciência’ todos os dias à noite para treinar o
cérebro. Morava sozinho e era completamente independente. Dirigia, ia à feira e
ao supermercado. Cuidava de tudo”, relatou Luciana.
Flamínio foi descrito pelo Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais de Goiás
(SinPRF-GO) como um exemplo de coragem e pioneirismo.
De acordo com a instituição, ele foi o primeiro motociclista de escolta no
estado e escoltou o ex-presidente Juscelino Kubitschek durante a construção de Brasília. O policial atuou em “operações que exigiam
preparo técnico, coragem e compromisso com a missão institucional”.
> “Flaminio é reconhecido como um orgulho para a instituição, não apenas pela
> trajetória construída, mas pelo papel decisivo na consolidação do trabalho
> policial nas rodovias federais do estado”, destacou o sindicato.
Sua trajetória iniciou em 1959, em Anápolis, na região central de Goiás, quando apenas 15 homens começaram a escrever a história da PRF no estado. De acordo com
a instituição, na época, as rodovias eram caminhos de terra, marcados por
isolamento e muito trabalho braçal.
O sindicato pontuou o pioneirismo do grupo e o compromisso com o serviço
público. “Eles chegaram antes do asfalto, antes da estrutura, levando
disciplina, presença do Estado e compromisso com o serviço público”, escreveu o
órgão.
O policial atuou de forma decisiva na implantação e no desenvolvimento das BRs
060 e 153, ajudando a estabelecer referências operacionais e a abrir caminhos
para gerações de policiais rodoviários federais, ressaltou o SinPRF-GO.
> “Seu legado permanece vivo na história da PRF em Goiás e nas rodovias que
> ajudou a erguer. Um exemplo de coragem, pioneirismo e amor à missão”,
> finalizou o texto.




