Filho de Rita Lee rebate crítica de jurada que penalizou homenagem no Carnaval. A Mocidade Independente de Padre Miguel encerrou o Carnaval carioca de 2024 na 11ª posição do Grupo Especial, com a perda de 0,4 ponto no quesito Enredo devido ao carro alegórico que retratou Rita Lee como Padroeira da Liberdade. O filho da cantora, João Lee, não poupou críticas à jurada responsável pela decisão, levando a discussão para as redes sociais e deixando claro seu descontentamento.
No desfile, Rita Lee foi representada como Padroeira da Liberdade, despertando diferentes interpretações por parte dos jurados. Mônica Mançur, jurada responsável pela avaliação do enredo, justificou a retirada de um décimo de ponto devido à associação da figura de Rita Lee a um título de ordem convencional, o que, segundo ela, ia contra o recorte libertário proposto pela escola de samba. A decisão gerou indignação entre fãs e familiares da cantora, que discordaram da avaliação da jurada.
Diante da polêmica que se instaurou, João Lee não hesitou em comentar nas redes sociais, sugerindo que a jurada poderia atuar como roteirista do Porta dos Fundos, devido à lógica e explicação utilizadas. A própria escola de samba se manifestou contrariamente à interpretação da jurada, ressaltando que a própria Rita Lee adotava o título de Padroeira em sua trajetória artística, o que faria parte de sua identidade e obra.
A discussão em torno da penalização da Mocidade Independente de Padre Miguel por homenagear Rita Lee como Padroeira da Liberdade evidencia a subjetividade presente nas avaliações dos desfiles de Carnaval. A divergência de opiniões entre jurados, escolas de samba e público em geral mostra como a arte pode ser interpreta de diferentes maneiras, resultando em avaliações subjetivas e controversas. A polêmica causada pela decisão da jurada reflete a complexidade e os desafios envolvidos na análise de um espetáculo cultural tão rico e diversificado como o Carnaval.



