Filipe Martins tem prisão mantida após audiência de custódia: polêmica e contestação da defesa no caso do ex-assessor de Bolsonaro.

filipe-martins-tem-prisao-mantida-apos-audiencia-de-custodia3A-polemica-e-contestacao-da-defesa-no-caso-do-ex-assessor-de-bolsonaro

A justiça manteve a prisão de Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, após a audiência de custódia. Com essa decisão, Martins permanece detido na Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa. Ele havia sido sentenciado a 21 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e estava em prisão domiciliar desde dezembro, com restrição de acesso às redes sociais, mas segundo o STF, ele descumpriu essa medida. Sua defesa alega o contrário.

Após a audiência de custódia, a justiça optou por manter a prisão preventiva de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro. Martins foi preso em casa pela Polícia Federal em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, sendo encaminhado à Cadeia Pública Hildebrando de Souza, localizada na mesma cidade. A ordem de prisão foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Filipe Martins estava em prisão domiciliar desde o final de dezembro, sem acesso às redes sociais. Sua condenação a 21 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado foi proferida pela Primeira Turma do STF, durante o julgamento ocorrido em meados de dezembro. Alexandre de Moraes alegou que o ex-assessor descumpriu a medida cautelar que o proibia de utilizar as redes sociais, mencionando um acesso indevido ao LinkedIn no final do ano.

A defesa de Martins considerou a audiência de custódia como “teatral” e classificou a prisão como “ilegal”, negando o descumprimento das restrições impostas. Foi alegado que houve um mal-entendido relacionado ao acesso do ex-assessor às redes sociais, que na verdade foi realizado pela equipe de defesa para coletar provas em seu favor.

Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão pelo STF por vários crimes, incluindo a tentativa de depor o governo legitimamente constituído. Ele fazia parte do chamado “núcleo 2” de uma suposta organização criminosa para manter Bolsonaro no poder. Após a prisão domiciliar imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, Martins e outros nove condenados por tentativa de golpe foram submetidos a medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de comunicação com os demais investigados.

A decisão de Alexandre de Moraes em manter a prisão preventiva de Filipe Martins gerou polêmica e dividiu opiniões. A defesa tentou contestar a decisão, alegando que não houve descumprimento das medidas cautelares, mas a justiça manteve a prisão do ex-assessor de Bolsonaro. A situação de Martins permanece delicada e deve ser alvo de debates e discussões nos próximos dias, mantendo-o sob os holofotes da mídia e da opinião pública.

Box de Notícias Centralizado

🔔 Receba as notícias do Diário do Estado no Telegram e no WhatsApp