Fim do roaming no Mercosul depende de questões operacionais, afirma Anatel

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Anunciado pelo governo, fim do roaming no Mercosul ainda depende de questões operacionais, diz Anatel

DE manteve post que celebra a medida e só esclareceu a informação em um comentário dentro da publicação. Mudança depende de regras a serem definidas por órgãos reguladores de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

O governo federal anunciou nas redes sociais, na última quarta-feira (21), que o roaming entre o Brasil e os países do Mercosul deixou de ser cobrado desde 2 de dezembro de 2025. Mas o fim da cobrança entre o Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai ainda depende de questões operacionais, afirmou a Anatel. Não há prazo definido para que isso aconteça.

O “roaming” internacional é uma cobrança específica que acontece quando uma pessoa utiliza serviços móveis, como dados ou telefonia, fora da área de cobertura da operadora. A publicação original do governo federal, postada na manhã de quarta, diz que “o fim da cobrança de roaming está valendo desde 2 de dezembro de 2025 entre os países do Mercosul”.

Questionada pelo DE, a Anatel afirmou que a medida está vigente, mas ainda não é operacional. “Agora, os órgãos reguladores dos países do bloco deverão estabelecer as regras para que o acordo seja operacionalizado”, disse a agência.

Após o esclarecimento da Anatel, o DE entrou em contato com a Secretaria de Comunicação do governo federal e aguarda resposta.

O post original continua no ar nos perfis oficiais do governo (@govbr) no Instagram, X e Facebook na tarde desta sexta-feira (23). No Instagram, ele teve mais de 93 mil curtidas e 2.300 comentários até o momento. “Sem taxas surpresa, sem chip novo, sem dor de cabeça. Viajar agora é se conectar sem pagar a mais”, afirma a publicação.

A medida havia sido aprovada em agosto de 2025 pelo Senado e confirmada, por decreto presidencial, em dezembro. Ela é recíproca e valerá também para argentinos, uruguaios e paraguaios que estiverem no Brasil. Com a mudança, as empresas deverão cobrar do usuário em visita a um país do bloco os mesmos preços dos serviços móveis pagos no país de origem.

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