Fiocruz projeta indícios de ”fim da pandemia”, em 2022

A decisão foi projetada de acordo com os indícios de estabilidade e queda de ocupações em leitos de UTI pelo País

A pandemia do Covid-19 parecer estar chegando ao fim. É o que aponta o boletim quinzenal divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pela vacina AstraZeneca. Diante do cenário de estabilidade e queda nas ocupações de leitos de UTI em todo País, além do avanço da vacinação em todo o Brasil, a entidade afirma que há “fortes motivos para se acreditar no fim da pandemia até os primeiros meses de 2022”.

De acordo com o documento divulgado no início do mês, os dados obtidos em 27 de setembro mostram o predomínio de “pequenas quedas ou relativa estabilidade no indicador (ocupação das UTIs) nos estados, com 25 das 27 unidades da Federação fora da zona de alerta (taxas inferiores a 60%)”.

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Em Goiás, a taxa de ocupação em UTIs está em 48,73%, de acordo com o Boletim Integrado Covid-19 divulgado pela Secretária Estadual de Saúde nesta terça-feira (5). Já as ocupações em enfermaria estão com 30,77% em todo o Estado.

Em Goiânia, 83,5% da população está vacinada com a primeira dose e 52,6% com a segunda ou única.

Medidas de prevenção ainda são necessárias

Apesar do documento ser ”uma luz no fim do túnel”, a Fiocruz lembra que medidas como o uso de máscara, distanciamento e higiene das mãos, continuarão sendo necessários por algum tempo, principalmente em ambientes fechados ou onde tenha aglomeração.

“O momento exige cautela para se evitar reveses indesejáveis. O fim da pandemia não representará o fim da ‘convivência’ com a Covid-19, que deverá se manter como doença endêmica e passível de surtos mais localizados”, diz o boletim.

A fundação ainda defende que o passaporte vacinal vem estimulando uma maior adesão à vacinação, além de proporcionar uma proteção coletiva, constituindo-se em política pública a ser mais incorporada.

“Em termos globais, é fundamental que a vacinação se expanda em países de baixa renda, onde os percentuais da população vacinada ainda são muito baixos. O mundo não estará livre da Covid-19 enquanto ela for uma ameaça em algum lugar do planeta”, finaliza a entidade.

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