Após a vitória do Flamengo sobre o Cruzeiro, o técnico Leonardo Jardim elogiou a evolução da equipe no segundo jogo sob o comando dele. Para o português, a equipe evoluiu ao ficar sem sofrer gols e criar mais chances, mas ainda precisa melhorar em alguns aspectos.
— Acho que existem algumas coisas importantes a valorizar. Em primeiro lugar a equipe conseguir mais um jogo sem sofrer gols, foi importante. Entrar forte também no jogo. Tivemos os primeiros 15, 20 minutos fortes, além do gol outras duas bolas na trave. Do outro lado também tem uma equipe boa. Ano passado consegui excelentes resultados contra o Flamengo. Esse ano é uma equipe diferente, com mais posse, mais jogadores na zona central. Por isso houve momentos que eles tiveram essa posse. Sabemos sempre que um Flamengo x Cruzeiro é grande. Só em 2014 conseguimos um placar com mais de dois gols de diferença – analisou.
— Isso mostra do outro lado o rival que estava lá com o objetivo claro de conseguir um bom resultado. Mas fomos competentes e a vitória justificada. Pelos gols, as bolas na trave, as situações que criamos. Com certeza temos um caminho a percorrer e melhorar. Algumas decisões que podemos melhorar, algumas decisões com bola que podemos ter mais critério. Mas estou feliz, feliz que os jogadores tem tido uma atitude formidável. Hoje além dos que jogaram de início, os que entraram foram importantes com assistência ou gol, com o Lino e o Carrascal. Vamos andando no nosso caminho e trabalhando diariamente – completou.
O primeiro gol do Fla foi marcado por Pedro logo no início da partida.
Na reta final, em um momento de pressão do adversário, Samuel Lino fez a jogada e deu a assistência para Carrascal. Ambos foram reservas nesta partida depois de iniciarem a final do Carioca contra o Fluminense no domingo.
— Temos alguns jogadores que ainda não estão na sua melhor forma, alguns por lesão, outros por ser um início. Se todos os jogadores estivessem na melhor forma, o resultado teria sido diferente, não haveria troca de treinador e estava tudo bem. Temos que cobrar os jogadores animicamente, em termos de trabalho e em termos de atitude, mas eles já têm sido muito cobrados, quem entra e quem joga de início. Hoje trocamos três jogadores, outros entraram para ajudar naquela parte onde queríamos um pouco mais de transição, porque o Cruzeiro estava se expondo. Em um movimento desse, acabamos fazendo o 2 a 0. Por isso estou satisfeito. Digo exterior e interiormente que só um grupo coeso, competitivo e largo é capaz de jogar em várias competições. Isso o Flamengo tem. Todo mundo que jogar tem que ter a confiança do treinador. A cada jogo a confiança do treinador está sempre presente.
Com a vitória, o Flamengo chega a sete pontos e vai dormir no G-4 do Brasileirão.
Este foi o segundo triunfo da equipe rubro-negra, que tem um jogo a menos na competição. O time de Jardim volta a entrar em campo no sábado, às 20h30 (de Brasília), contra o Botafogo, no Nilton Santos, pelo Brasileirão.
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A postura do Pedro de hoje é que te agrada? Houve alguma conversa com ele?
— Conversa foi muito simples e direta com o Pedro. É um dos melhores atacantes do futebol brasileiro e tem mostrado isso ao longo dos anos. Existe as duas faces do jogo, com bola e sem bola, e ele tem mostrado que pode ser competente. Além de fazer os gols, em termos de estratégicos, se posicionar, pressionar e ter uma atitude mais colaborativa. É isso que ele tem feito porque tem essa capacidade, física e compreensão do jogo coletivo. Ele não está me surpreendo porque eu acreditava desde o início que conseguiríamos colocar um Pedro ofensivamente, mas também com função defensiva, que todos os jogadores têm que ter. Hoje em dia, no futebol moderno, não existe em nenhuma equipe um jogador que só ataca.
Como avalia o jogo do Pulgar?
— É um jogador importante no Flamengo por tudo que tem mostrado. Compreende bem o jogo. Pedi a ele para fazer dois ou três movimentos que precisava fazer dentro da minha estratégia. E ele compreendeu facilmente. Isso mostra que ele não tem só qualidade, mas inteligência acima da média, que permite de um momento para outro dar resposta, com uma semana de trabalho. Por isso estou muito satisfeito com ele.
Trocas e mudança de posicionamento de Carrascal e Luiz Araújo
— O Luiz Araújo é um jogador que normalmente joga por fora, mas inverte um pouco para dentro, como Paquetá. Mas naquele momento do jogo eu precisava ter alguém mais para frente, que com o pé direito conseguisse fazer uma diagonal e foi o que acabou acontecendo. Por isso a opção do Carrascal mais por fora, para as opções nas diagonais. Os laterais do Cruzeiro estavam se expondo e não tinham mais capacidade de cobrir as costas, e foi essa a ideia de mudança. E o Luiz Araújo, com toda inteligência que tem, com certeza não está na sua melhor forma por tudo que ele passou. Nós acreditamos nele e que as coisas, pouco a pouco, vão acontecer.
Começo do jogo mais rápido
— Minha prioridade é que o Flamengo jogue bem e ganhe. Em relação ao jogo, esses jogadores tem uma capacidade de circulação da bola muito grande. Estamos aos poucos tentando incluir outras variáveis. A vida do jogador normalmente não é com apenas uma variável, então acredito que possam ter outras na partida, como carregar mais nos espaços quando os tem, fazer alguns movimentos de facão para ter dinâmicas ofensivas. Aos poucos estamos fazendo. O Pulgar hoje transportou o jogo várias vezes para o ataque, não só associando para o passe, mas quebrando linhas para jogarmos mais a frente. Eu pessoalmente gosto de jogadores que quebram linhas e quando conquistam o espaço, conquistem esse movimento com bola quebrando as linhas.
Usar mais Wallace ou improvisar
— Sinceramente neste momento, o Plata teve um toque no joelho durante os treinos. Não estava 100%, o Wallace é um jogador jovem, todos o conhecem. Estava para sair, ainda não está no melhor momento. Mas acreditamos nele. Depois vamos fazer uma análise. O futebol é uma análise constante. Não é agora que vamos pensar no que falta ou não. Às vezes há crescimento dos jogadores, evolução. Temos que aproveitar os que estão aqui e rentabilizar ao seu melhor nível. Esse é o meu objetivo para o Pedro, Wallace Yan, Everton. Todos que jogam menos, mas sabemos que tem uma margem de produção ainda grande.
Como vê o momento físico da equipe?
— Acho que o futebol não é só físico, é um conjunto de ações. Por vezes o físico depende do modelo que implementamos. E quero que os jogadores estejam dentro desse modelo que eu quero implementar. às vezes o jogador tem que dar um pouco mais e os pontas, às vezes, têm que defender mais. Os meias saltar das marcações… É o que procuro como treinador para os meus jogadores.
— Em termos físicos, claro que vamos ter que fazer gestão de alguns atletas porque não temos capacidade de jogar sempre de três em três dias com os mesmos e porque não tiveram aquela pré-temporada que normalmente existe. O Flamengo não teve, mas os outros também não tiveram. Por isso, vamos tentar gerir. Aproveitar para tentar aumentar o índice daqueles que não forem convocados e na próxima janela (período livre) aproveitar para fazer algumas correções neste nível.




