Flamengo vence o Fluminense e é campeão carioca pela 40ª vez
No último dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, um homem foi preso em
flagrante suspeito de ter importunado sexualmente uma torcedora no clássico
entre Fluminense e Flamengo, no Maracanã, pela final do Campeonato Carioca. O fato aconteceu setor
Sul do estádio, dedicado à torcida tricolor. Ele foi solto após audiência de
custódia, dois dias depois, e responderá em liberdade.
De acordo com relato da vítima, a ação ocorreu por causa de uma disputa por
espaço no local. O homem aproveitou o fato de estar encostado no ferro entre as
cadeiras da arquibancada para passar a mão nas nádegas dela mais de uma vez.
Quando questionado sobre a ação, a empurrou duas vezes.
Reações iniciais
A torcedora relatou que procurou a segurança do estádio imediatamente após o
ocorrido para encaminhar a situação à polícia. Ela foi acompanhada de um amigo
para registrar a ocorrência e permaneceu durante todo o jogo na unidade
policial.
O agressor foi preso em flagrante com base no artigo 215-A do Código Penal. Ele
foi solto após a audiência de custódia e responde o processo em liberdade, com
obrigação de comparecer periodicamente à Justiça, proibição de manter contato
com a vítima e de sair da cidade sem autorização judicial.
Iniciativas e desafios
Uma pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, de 2024, trouxe um dado
relevante: há aumento de 21% de casos de agressões físicas contra mulheres em
dias de jogos de futebol. Dentro dos estádios, porém, também há registros — como
o ocorrido no clássico entre Fluminense e Flamengo — além de outros episódios
que nem sequer chegam a ser formalizados.
Em 2024, também no Rio de Janeiro, uma torcedora do Botafogo foi agredida com um
soco por um homem após reclamar de ter sido atingida por um copo durante uma
comemoração.
A boa notícia é que clubes e instituições passaram a se mobilizar para dar
visibilidade ao tema — algo que, até pouco tempo, não fazia parte do ambiente do
futebol.
Ação contra a violência contra a mulher
No último domingo, o Fluminense promoveu uma caminhada contra o feminicídio.
Cerca de 100 torcedores e torcedoras se reuniram na rampa da estação de metrô do
Maracanã e seguiram até o estádio com faixas e cartazes.
No Maracanã, há um setor com equipes formadas por mulheres para acolher vítimas
de violência no Juizado Especial Criminal (Jecrim). Já no Nilton Santos, o
Botafogo mantém o núcleo “Hora Delas”, que busca, entre outras iniciativas,
tornar o estádio um ambiente mais seguro para torcedoras.
Outras ações dos clubes
O Vasco contou com a presença de Thiago Mendes em campo, que entrou com a camisa sobre o aumento do
número de violência contra a mulher. Grêmio e Internacional utilizaram camisas com “Disque 181” na final do Gauchão
para denunciar casos de violência. O Remo realizou ação contra feminicídio antes do Re-Pa pela final do Parazão 2026 e o Corinthians fez publicações nas redes sociais manifestando-se contra a violência contra a mulher.



