Durante uma live, Flávio Bolsonaro afirmou que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, não autorizou o uso de sua imagem em um vídeo produzido por inteligência artificial. O vídeo gerado foi exibido na convenção do PL (Partido Liberal) que oficializou Flávio como candidato à Presidência da República no sábado, 25.
Segundo Flávio, Jair Bolsonaro não tinha qualquer conhecimento prévio sobre a exibição do material. “É óbvio que o presidente Bolsonaro não tinha a menor ideia de que ia passar um vídeo de IA dele na nossa convenção”, disse o candidato.
A declaração do senador busca isentar Jair Bolsonaro de qualquer responsabilidade sobre o episódio. Flávio destacou que a defesa do ex-presidente estuda a legislação vigente e garante que não houve nenhuma irregularidade relacionada ao uso da imagem.
Esse episódio levou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, a questionar a defesa de Jair Bolsonaro sobre o ocorrido. Em uma análise feita em um programa da CNN, o analista de política Matheus Teixeira explicou que a situação apresenta duas hipóteses.
A primeira hipótese é que Jair Bolsonaro tinha ciência do vídeo, o que significaria uma violação da medida cautelar que o impede de fazer manifestações político-partidárias. Isso poderia levar à responsabilização e até mesmo a uma nova prisão.
Por outro lado, a segunda possibilidade levantada é que Flávio Bolsonaro não teria informado o pai nem obtido sua autorização para a veiculação do vídeo, o que infringiria normas do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre a utilização de vídeos gerados por inteligência artificial.
O TSE estabelece que tais vídeos só podem ser usados com a autorização expressa do político retratado. A situação traz à tona questões sobre a legalidade do uso de tecnologia avançada nas campanhas eleitorais.
Com o cenário eleitoral em plena evolução e a proximidade das eleições, a definição sobre a responsabilidade no uso de imagens geradas por inteligência artificial tornará-se um tópico relevante nas discussões políticas futuras.





