O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atualmente pré-candidato à Presidência, apresentou uma lista de 47 nomes que apoiará nas eleições ao Senado em 2026. Esta estratégia visa fortalecer a bancada favorável ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), refletindo a intenção do grupo em marcar posição contra a Corte.
Entre os candidatos, 33 são do Partido Liberal (PL), enquanto 14 pertencem a outras legendas como PP, União Brasil, MDB, Novo, Podemos, Republicanos, PSD e PSDB. A lista é composta por apenas sete mulheres, representando aproximadamente 15% dos indicados, e cerca de 30% dos candidatos vêm de partidos do centrão.
Um levantamento realizado pela Folha de S.Paulo indicou que, dos 47 nomes, 39, ou seja, 83%, já se manifestaram publicamente a favor do impeachment de ministros do STF. Alexandre de Moraes é frequentemente citado como principal alvo das manifestações de apoio ao impeachment por parte dos candidatos da lista.
As eleições de outubro definirão 54 dos 81 senadores, com duas vagas em disputa por estado. Para condenar um ministro do STF em um processo de impeachment, é necessária a obtenção de 54 votos no Senado.
A estratégia do grupo bolsonarista inclui a meta de eleger pelo menos 41 senadores, quantidade suficiente para indicar o presidente do Senado e garantir maioria simples nas deliberações. Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS) estão sendo considerados para liderar a Casa.
Durante uma transmissão ao vivo onde apresentou os nomes, Rogério Marinho mencionou: “São 41 senadores para iniciar o processo de abertura de inquérito por crime de responsabilidade contra um ministro do Supremo Tribunal Federal”. Flávio Bolsonaro complementou: “Para concluir o impeachment, são 54 votos necessários”.
Atualmente, o PL conta com 17 senadores, mas sete deles encerram o mandato neste ano. Assim, apenas dez permanecerão na Casa até 2027. Flávio enfatizou a importância de considerar a escolha dos senadores ao votar na eleição presidencial: “É crucial que você escolha um presidente da República alinhado com os senadores que você vai escolher”.
No Rio de Janeiro, o PL formou uma chapa com os deputados Carlos Portinho e Carlos Jordy, após a desistência de Márcio Canella, do União Brasil, em decorrência de uma operação da Polícia Federal. Em Alagoas, Alfredo Gaspar deixou a disputa ao Senado para ser vice na chapa de Flávio, enquanto Marina Candia, do PSDB, foi inserida na lista. Na relação, destaca-se Arthur Lira (PP-AL) que, embora não tenha declarado apoio ao impeachment, compõem a lista de apoiadores de Flávio.





