O candidato do PL à presidência, Flávio Bolsonaro, estabeleceu uma nova estratégia para os debates eleitorais, afirmando que só participará se a presença do presidente Lula, do PT, for confirmada.
Essa diretriz, definindo a participação de Flávio nos encontros promovidos pelas emissoras de televisão, reflete uma tentativa de focar diretamente numa possível disputa de segundo turno. O próximo debate está agendado para o dia 23 de agosto na TV Bandeirantes e há incerteza quanto à presença de Lula.
A decisão, segundo a cúpula da campanha, vem em um contexto em que múltiplas candidaturas de direita competem por atenção no primeiro turno, mas as pesquisas sinalizam uma provável batalha entre Flávio e Lula na fase seguinte. Na última pesquisa do Datafolha, Lula lidera com 40% das intenções de voto, enquanto Flávio tem 32%.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, argumenta que participar de debates sem Lula apenas promoveria candidatos de menor relevância eleitoral, tornando-o contrário à ideia de debater com lideranças que possuem apenas 4% ou 5% de intenção de votos. Ele enfatiza que o foco deverá ser na confrontação com Lula.
Essa estratégia se apresenta como uma forma de evitar a exposição a adversários de menor apelo, com a equipe do PL acreditando que Flávio precisa concentrar esforços em se preparar para um debate que realmente impacte sua campanha.
Além disso, a equipe avaliou que está em jogo um eleitorado indeciso que não tem se alinhado claramente à esquerda ou à direita, o que indica que Flávio deve evitar diálogos com candidatos considerados menos relevantes para não se desviar do foco que é Lula.
No entanto, há um debate interno sobre a eficácia dessa estratégia. Aliados de Flávio acreditam que sua presença nos debates é crucial para solidificar sua imagem perante o público, citando a necessidade de esclarecer temas delicados que podem ser abordados por adversários.
Uma preocupação adicional entre os aliados é a performance de Flávio em debates, relembrando um episódio de 2016, quando teve um colapso em um debate. Apesar das estratégias delineadas, as discordâncias internas podem influenciar o caminho a ser seguido até as eleições.





