O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez críticas contundentes à proximidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com as investigações sobre fraudes na Previdência Social. As declarações ocorreram na segunda-feira, 3 de agosto de 2026, por meio de um vídeo publicado em seu perfil oficial no Instagram, após a divulgação de uma reportagem do Poder360.
A matéria revelou que Roberta Luchsinger, uma lobista, realizou pagamentos para Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que foi chefe de gabinete de Lula até 21 de julho de 2026. Os pagamentos em questão estão relacionados a serviços prestados ao Careca do INSS, Antônio Carlos Camilo Antunes, que está preso desde setembro de 2025.
Flávio Bolsonaro afirmou que “o dinheiro sujo do esquema que roubou milhões de aposentados e velhinhos do INSS parece ter chegado no gabinete do Lula”, ressaltando a delicadeza do assunto. Cabe lembrar que Lula dispensou Marcola do Planalto cerca de duas semanas antes do vídeo, coincidentemente quando a situação começou a ganhar destaque em Brasília.
O senador questionou a origem dos valores recebidos por Marcola, fazendo um apelo às autoridades para investigarem: “As autoridades agora precisam fazer algumas perguntas. A mais importante e óbvia: por que ele recebeu esses milhares de reais? De onde veio o dinheiro? É dinheiro do aposentado?” A crítica dirigida ao governo federal tem como base a coincidência dos eventos mencionados por Flávio.
A reportagem do Poder360 aponta que as transferências da lobista Roberta Luchsinger para Marcola somam um montante estimado em R$ 80.000, embora esse valor ainda não tenha sido confirmado. As informações sobre essas transações estão sob investigação da Polícia Federal, e nem os valores nem as motivações dos pagamentos foram totalmente esclarecidos, indicando a necessidade de uma apuração mais minuciosa.
Além disso, Roberta Luchsinger está envolvida em uma investigação de fraudes na Previdência. Ela mantém uma amizade próxima com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, o filho do presidente. Em resposta a essas alegações, Roberta negou ter atuado como intermediária de qualquer tipo de negócio entre Lulinha e o Careca do INSS, destacando que sua amizade com ambos não envolve transações comerciais. “Jamais apresentei os 2 com intuito de negócio. Tanto que eles nunca tiveram transações comerciais”, afirmou.
Diante das acusações, mensagens apreendidas durante a Operação Sem Desconto revelaram discussões entre Roberta e Lulinha sobre operações financeiras, incluindo planos de ocultar dinheiro de órgãos como a Receita Federal. A investigação também revelou suspeitas sobre Lulinha, que seria alvo de três inquéritos, incluindo um por tráfico de influência e a possibilidade de ter recebido uma mesada de R$ 300 mil do Careca do INSS.
Por enquanto, o advogado de Roberta Luchsinger, Roberto Podval, anunciou que ela responderá às questões pertinentes no âmbito do inquérito. O Palácio do Planalto e Marcola foram contatados pelo Poder360, mas não se manifestaram até a publicação da matéria. Essa situação deixa no ar mais perguntas sobre a conexão entre o governo e as alegações de corrupção na Previdência.





