O senador Flávio Bolsonaro defendeu a ideia de formar um palanque presidencial liderado por ele, com a presença de familiares e lideranças da direita que estão se colocando como pré-candidatos ou são especulados para o Planalto. Entre os nomes citados por Flávio estão a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Jr. (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União-GO). Ele enfatizou que a união dessas lideranças será fundamental para resgatar o Brasil das mãos do governo atual.
A transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o 19º Batalhão da PM-DF, apelidado de ‘Papudinha’, ocorreu dois dias antes da declaração de Flávio. O ministro do STF, Alexandre de Moraes, foi responsável pela decisão que levou Bolsonaro para a Papudinha, onde também estão Anderson Torres e Silvinei Vasques. O contexto político mostra a fragmentação da direita, com Flávio sendo escolhido como pré-candidato à Presidência pelo pai, o que afeta os planos dos partidos do Centrão para as eleições.
Mesmo com o impulso dado à pré-candidatura de Flávio pela pesquisa Quaest, dirigentes do Centrão resistem a apoiar o projeto eleitoral do senador. Em um cenário de primeiro turno, Lula lidera as intenções de voto com 36%, seguido por Flávio com 23% e Tarcísio com 9%. Em um eventual segundo turno, Lula teria 45% contra 38% de Flávio. Contra Tarcísio, Lula venceria com 44% contra 39% do governador de São Paulo.
O PL tem enfrentado reveses envolvendo potenciais aliados na direita, como o apoio tímido de Tarcísio à candidatura de Flávio. Além disso, o movimento de Michelle em direção a Tarcísio e a recusa de Zema em desistir de sua pré-candidatura para se juntar a Flávio complicam ainda mais o cenário político. Os planos de aproximar Tarcísio de Eduardo Paes, do PSD, e de unir o bolsonarismo com o PSD em estados como Minas Gerais e Maranhão, encontram resistência. Os caminhos políticos da direita mostram um contexto desafiador para Flávio e seus aliados.




