Flávio Bolsonaro participou de um evento com lideranças políticas em Itapetininga (SP) neste sábado (8) e fez promessas sobre suas futuras indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele afirmou que, se eleito em outubro, escolherá ministros que “respeitem a Constituição, não usem a máquina pública para enriquecer e respeitem o dinheiro do contribuinte”.
Em seu discurso, o candidato do PL criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e destacou que o próximo presidente terá a prerrogativa de indicar quatro ministros ao STF. Segundo Bolsonaro, essas escolhas serão feitas levando em consideração o respeito à Constituição e em um esforço para evitar a perseguição de adversários políticos.
Flávio Bolsonaro também ressaltou a importância da legislação, afirmando que “quem descumprir a lei vai pagar por isso” e que a lei deve ser aplicada a todos, incluindo membros do Supremo. Ele se referiu a críticas que seu pai, Jair Bolsonaro, enfrentou durante seu mandato, enfatizando que criticar um ministro na época foi considerado um atentado contra a democracia.
O evento foi marcado por controvérsias, particularmente em relação à decisão do ministro Alexandre de Moraes, que rejeitou um pedido da defesa de Jair Bolsonaro para permitir a visita de seus filhos em um momento simbólico, o Dia dos Pais. Moraes mencionou que, devido a descumprimentos de restrições judiciais anteriores, as visitas ficam limitadas a situações permanentes como atendimentos médicos e de advogados.
Flávio também abordou a questão da corrupção no Judiciário durante um almoço com empresários e políticos, onde disse ter exposto “a roubalheira que acontece na mais alta cúpula”. Apesar de suas afirmações, não apresentou provas ou especificações sobre a corrupção que alegou existir.
O candidato do PL declarou ainda que seus adversários temem sua ascensão ao cargo de presidente e estariam dispostos a agir para impedir seu sucesso nas eleições. Ele insinuou que enfrentar adversidades e oposição é parte do processo, e que ele e seus apoiadores estão aptos a superar esses desafios.
Em um desdobramento mais amplo de suas propostas, Flávio Bolsonaro falou sobre a promessa de “declarar guerra ao narcotráfico” no Rio de Janeiro, sugerindo estratégias enérgicas contra o crime organizado. Ele afirmou que esses grupos devem ser tratados como terroristas e que planeja recuperar os territórios que estão sob controle de narcotraficantes.
Finalmente, o candidato afirmou sua meta de posicionar o Brasil entre as sete maiores economias do mundo. Ele acredita que o país possui potencial para isso, apesar de criticar os últimos 24 anos de administração, sendo que 18 desses anos foram sob governos do PT.





