Flávio lidera ranking digital em 2026 e Lula deixa top 3, aponta Datrix

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lidera nos dois primeiros meses de 2026 o Índice Datrix de Presidenciáveis (IDP), ranking de performance digital dos nomes cotados para a disputa pelo Palácio do Planalto em outubro. Os pré-candidatos do PSD Ronaldo Caiado e Ratinho Jr, respectivamente governadores de Goiás e Paraná, completam o pódio de fevereiro, deixando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na quarta posição.

Desde 2025, a Datrix mede a performance dos pré-candidatos, com uso de inteligência artificial, tanto em seus próprios perfis nas redes sociais quanto no chamado “mar aberto”, espaço formado por influenciadores, jornalistas e demais atores políticos. O monitoramento é feito de forma quantitativa e qualitativa. A pontuação pode variar de -100 a 100 – quanto mais positivo, maiores e mais qualificadas são as citações a um determinado político.

De acordo com o ranking digital, que coletou quase 500 mil publicações nas principais plataformas digitais, Flávio manteve em fevereiro a liderança que havia conquistado ainda em dezembro do ano passado, quando anunciou a pré-candidatura. No segundo mês de 2026, o pré-candidato do PL marcou 37,14 pontos.

O CEO da Datrix, João Paulo Castro, explica que o senador tem conseguido avançar no ranking principalmente com o crescimento das menções em “mar aberto”. Em contraponto, Lula tem melhor desempenho nas redes próprias, com forte engajamento, mas tem pior performance ao ser citado por outros stakeholders – o petista terminou fevereiro com 25,66 pontos.

Entre os nomes do PL e do PT estão dois dos três pré-candidatos do PSD, com Caiado em segundo (33,68) e Ratinho Jr. (29,90), em terceiro, no ranking – o governador gaúcho Eduardo Leite ficou em quinto lugar (24,14) em fevereiro. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), completa o ranking com 22,56 pontos.

“Flávio tem demonstrado ter conseguido canalizar para si a herança do capital político do pai, tanto ao conseguir bom desempenho nas próprias redes, mas principalmente pelo crescimento no mar aberto”, diz Castro, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível e cumpre pena pela condenação na ação da trama golpista.

“Lula mantém força na própria bolha, mas segue em tendência de queda de popularidade nas redes, depois de ter conseguido avanços no segundo semestre do ano passado”, completa.

Para Castro, à medida que o ano eleitoral avançar, o engajamento nas próprias bases seguirá sendo importante, mas cederá espaço para os avanços quantitativos e qualitativos dos pré-candidatos no chamado mar aberto – no caso dos governadores, por exemplo, a dificuldade é crescer além dos ambientes regionais e conquistar espaço nos grandes debates nacionais.

“Quando o volume de menções negativas cresce no mar aberto, o impacto reputacional tende a ser muito mais forte do que críticas restritas às bolhas políticas”, observa o CEO da Datrix.

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