Força Tarefa Abre Novo Inquérito e Investiga Corrupção

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Procurado pela reportagem, Dedé negou ter negociado em benefício próprio, afirmando que todas as transações como diretor social foram em nome do clube. Ele ocupou o cargo durante toda a gestão Casares, deixando-o em 21 de janeiro passado. Em áudio revelado à reportagem, Dedé é ouvido discutindo concessões no clube, mencionando uma ‘joia’ de R$ 100 a R$ 150 mil. Ele ainda fala sobre cobrança de ‘20% do faturamento bruto’ e a propriedade das maquininhas de cartão.
Dedé confirmou o teor do áudio, justificando que as cobranças eram oficiais do São Paulo para entrada de fornecedores no clube social. Ele explicou que a taxa de entrada variava entre R$ 100 e R$ 150 mil, e os 20% do faturamento bruto muitas vezes eram negociados para 10%. Todas essas quantias, segundo ele, eram direcionadas ao caixa do São Paulo, garantindo a transparência da operação. A expressão ‘nossas maquininhas’ referia-se aos equipamentos de pagamento do clube, fundamentais para controlar os fluxos financeiros.
O ex-diretor ressaltou que seguir o mesmo procedimento era vital para manter a ordem e a contabilidade dentro da instituição. As alegações de Dedé trazem à tona um novo inquérito sobre corrupção, com a força-tarefa investigando as práticas e os envolvidos nas negociações obscuras. A transparência e a lisura nas transações comerciais tornam-se cruciais para garantir a reputação e a integridade da equipe esportiva.
As negociações ilícitas podem trazer graves consequências não só para os dirigentes envolvidos, mas também para a imagem do clube no cenário esportivo. A abertura do inquérito ressalta a importância de uma gestão ética e transparente, destacando a necessidade de fiscalização e controle rigorosos sobre todas as transações financeiras. A verdadeira paixão pelo esporte deve vir acompanhada da honestidade e da integridade em todas as esferas do futebol, promovendo um ambiente justo e igualitário para todos os envolvidos.
A sociedade esportiva brasileira clama por uma abordagem mais rigorosa e menos condescendente em relação à corrupção, exigindo responsabilidade e prestação de contas por parte dos gestores esportivos. A investigação em curso representa um passo crucial para identificar e eliminar práticas ilegais, reforçando a credibilidade e a confiança da comunidade esportiva em seus líderes. O compromisso com a transparência e a integridade deve ser o alicerce de qualquer administração esportiva, garantindo a legitimidade e a sustentabilidade do clube ao longo do tempo.

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