Força-tarefa busca capturar onça-pintada em Imperatriz, Maranhão: equipe utiliza drones para localizá-la

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Força-tarefa busca onça-pintada que invadiu condomínio há uma semana em Imperatriz, no Maranhão

As equipes começaram a utilizar drones equipados com sensores de presença para localizar a onça nas áreas de vegetação que cercam o bairro onde ela foi vista pela última vez.

Força-tarefa tenta capturar onça que apareceu nas ruas da 2ª maior cidade do Maranhão

Uma semana após câmeras de segurança registrarem uma onça-pintada tentando entrar em um condomínio residencial em Imperatriz, no Maranhão. O animal foi visto em diversas áreas da cidade. A situação gerou a formação de uma força-tarefa composta por agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, com o objetivo de capturar o felino e devolvê-lo ao seu habitat natural.

Na madrugada do dia 25 de março, a onça foi vista em frente a um condomínio, demonstrando estar atordoada e chegou a se apoiar no portão de entrada. Após algumas tentativas, o animal deixou o local. Em imagens que circularam na internet, é possível ver a onça tentando entrar em uma casa pela janela. Desde então, as equipes têm realizado buscas intensivas para capturar o animal.

As buscas estão sendo realizadas tanto na zona urbana quanto na zona rural de Imperatriz. As equipes começaram a utilizar drones equipados com sensores de presença para localizar a onça nas áreas de vegetação que cercam o bairro onde ela foi vista pela última vez. Pela primeira vez, os agentes também se entraram na mata em busca do felino e contam até com o apoio de um helicóptero. No entanto, até o momento, o único sinal deixado pela onça foram as pegadas no chão.

Para o major André Silva, subcomandante do 3º Batalhão do Corpo de Bombeiros, as buscas continuam e alguns locais já foram vistoriados. “É importante ressaltar que nas proximidades do local onde a onça foi vista existem regiões de mata que já passaram por vistoria. Na tentativa de identificar o animal, foi realizado um sobrevoo à noite, mas nenhum vestígio dele foi encontrado”, afirmou o major André Silva.

Situações como essa não são comuns na região, mas acendem um alerta sobre o desequilíbrio ambiental. O coordenador do ICMBIO, Rogério Cunha de Paula, explica sobre essa preocupação. “Muitas cidades crescem de forma desordenada, avançando sobre áreas naturais, enquanto as altas taxas de desmatamento tornam mais grave essa questão. A região apresenta uma mescla entre o grande desenvolvimento das áreas urbanas e as zonas periurbanas”, afirma o coordenador.

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