Força-tarefa retoma buscas por crianças desaparecidas no Maranhão: equipes voltam a áreas mapeadas após um mês de buscas.

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Após um mês de buscas por crianças no Maranhão, força-tarefa volta a percorrer
áreas que já passaram por varredura.

De acordo com o Corpo de Bombeiros do Maranhão, nesta etapa, as equipes estão
voltando a percorrer áreas que já passaram por varredura e foram mapeadas.

Diariamente, os agentes entram na mata, fazem vistoria em um sistema de
”pente-fino” e mapeiam as áreas já percorridas. O objetivo é encontrar
vestígios, como roupas, calçados ou objetos que possam indicar o trajeto feito
pelos irmãos e ajudar a reduzir o raio de busca. Em alguns pontos, o acesso é considerado extremamente difícil, o que exige o uso
de helicóptero para que os trabalhos possam avançar.

As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4,
continuam após um mês do desaparecimento, em Bacabal, no Maranhão. As equipes
atuam com apoio de cães farejadores, aplicativos de georreferenciamento e
helicóptero para tentar localizar as crianças, que desapareceram no dia 4 de
janeiro.

Adicionalmente, a Polícia Civil informou que o trabalho agora está concentrado em uma comissão
de investigação criada especificamente para o caso, que já ouviu dezenas de
pessoas, checou informações e descartou algumas pistas. Uma das linhas iniciais de investigação considera a possibilidade de as crianças
terem entrado na mata. No entanto, a família afirma não acreditar nessa
hipótese, já que não foi encontrado nenhum vestígio nem na terra nem no rio.

Mais de mil pessoas, entre agentes das forças de segurança estadual e federal,
além de voluntários, participaram das ações. As equipes continuam atuando em áreas de mata fechada, rios e lagos, com
participação de investigadores da Polícia Civil, agentes da Força Estadual
Integrada de Segurança Pública, do Centro Tático Aéreo (CTA), do Batalhão de
Choque da Polícia Militar, do Exército Brasileiro e do Corpo de Bombeiros
Militar. A força-tarefa segue concentrada na base instalada no quilombo São Sebastião
dos Pretos, na zona rural de Bacabal, onde as crianças moravam e foram vistas
pela última vez.

O delegado reforçou que ainda faltam pistas e que a conclusão só será possível
após esgotar todas as possibilidades. Conforme relatos, a mãe, Clarice Cardoso, diz que vive dias de angústia e incerteza. A Polícia Civil afirma que as buscas estão concentradas na
comissão criada para investigar o caso.
Por meio do sistema Amber Alert, alerta internacional em caso de desaparecimento
de crianças, as autoridades buscam ampliar o raio de busca e engajamento da
população para encontrar os menores desaparecidos.
Essa situação tem afetado profundamente a família e a comunidade local, que desejam ardentemente encontrar as crianças desaparecidas e finalmente encontrar respostas críticas para a resolução deste caso angustiante.

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