Forças Armadas impõem sigilo sobre voo de Hugo Motta

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A Aeronáutica determinou o sigilo, por cinco anos, dos custos operacionais do voo da FAB que levou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para Angra dos Reis no Réveillon. Com base na Lei de Acesso à Informação, as informações detalhadas sobre os gastos com combustível e manutenção da aeronave, que partiu de João Pessoa com destino ao Rio de Janeiro no final de 2025, não poderão ser acessadas. Enquanto os custos totais permanecem em segredo, a FAB divulgou apenas o valor das diárias pagas à tripulação, que totalizaram R$ 1.580. Este montante é inferior aos gastos em diárias de outro deslocamento de Motta para Buenos Aires. A lista de passageiros que acompanharam o parlamentar também foi negada, sob a justificativa de preservação da segurança institucional. A reação dos órgãos de controle fez com que o subprocurador-geral Lucas Furtado apresentasse uma representação no TCU para tornar pública a lista de ocupantes do voo. A legislação brasileira permite que autoridades solicitem aeronaves da FAB para garantir segurança, inclusive em deslocamentos pessoais. No entanto, o caso de Hugo Motta gerou debate sobre o uso de jatinhos oficiais para fins privados e o Ministério Público junto ao TCU investiga se houve desvio de finalidade. Além do episódio em Angra, a representação menciona o uso frequente de aeronaves da FAB por parte do deputado para compromissos pessoais. O TCU deve avaliar se a alegação de “insegurança” em voos comerciais é legítima ou se a aviação militar está sendo utilizada de forma inadequada, custeada pelo contribuinte.

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