O Ford Escort está de volta. Por meio da empresa britânica Boreham Motorworks, o modelo clássico foi recriado em uma edição limitada e licenciada pela própria Ford. Apelidado de “continumod”, o novo Escort RS preserva as linhas originais do Mk1, mas ganha tecnologia moderna e um motor de até 326 cv.
A produção do veículo começa nos próximos meses, com apenas 150 unidades disponíveis. O preço? Mais de R$ 2 milhões, tornando o modelo um item de colecionador.
Segundo a Ford, trata-se “do primeiro Ford Escort Mk1 novinho em mais de 50 anos”. A Boreham Motorworks recriou digitalmente a carroceria e usou simulações computacionais para aprimorar a dirigibilidade, com reforços estruturais e arcos de roda alargados.
O que a Ford anunciou recentemente?
A Ford autorizou o projeto como uma homenagem oficial ao lendário Escort RS. Visualmente, o novo modelo mantém o estilo clássico, mas com faróis de LED retangulares e lanternas traseiras fiéis ao original. A grade e o desenho da carroceria permanecem próximos aos do clássico dos anos 1970.
O carro é baseado na primeira geração do Escort, lançada na Europa em 1967. No Brasil, o Escort só chegou em sua terceira geração, tornando-se o primeiro carro mundial da Ford fabricado no país. A Boreham utilizou engenharia moderna para melhorar a rigidez e o comportamento dinâmico.
Duas opções de motorização foram reveladas. A primeira é o Ten-K, um motor 2.2 aspirado de quatro cilindros que pesa apenas 85 kg. Com isso, o peso total do Escort RS é de apenas 895 kg, e a potência chega a 326 cv com 21,4 kgfm de torque. A segunda opção é uma releitura do motor Twin-Cam, com cilindrada ampliada de 1.558 cm³ para 1.845 cm³ e injeção eletrônica no lugar dos carburadores.
Como isso impacta o mercado automotivo?
O ressurgimento do Escort RS mexe com o mercado automotivo ao unir nostalgia e engenharia de ponta. A produção limitada a 150 unidades transforma o modelo em um item de colecionador, disputado por entusiastas do mundo todo. O preço elevado reflete o trabalho artesanal e a licença oficial da Ford.
A decisão de deixar de fora itens modernos como direção assistida, freios ABS e controle de tração foi proposital, para preservar a experiência de condução original. Isso agrada puristas, mas pode limitar o apelo comercial. Ainda assim, o Escort RS reacende o interesse por modelos clássicos reimaginados.
O projeto também mostra como as montadoras podem explorar o mercado de “continuation models” – carros que continuam a produção de modelos icônicos com tecnologias atuais. Outras marcas, como a Jaguar com o Lightweight E-Type, já adotaram estratégia semelhante.
Quais os próximos passos da Ford no Brasil?
Para o público brasileiro, o novo Escort RS não chega oficialmente, já que o modelo original vendido no país era de uma geração diferente. No entanto, a carros como o Ford Ranger, Mustang e Bronco mantêm a marca forte no mercado nacional. A Ford tem focado em SUVs e picapes, deixando de lado os sedãs tradicionais.
O Escort RS, por sua vez, serve como um lembrete do passado esportivo da Ford. A empresa já declarou que não há planos para trazer o modelo ao Brasil, mas a iniciativa mostra que a marca valoriza sua herança. Fãs brasileiros podem acompanhar o lançamento como uma curiosidade histórica.
Enquanto isso, a Boreham Motorworks já aceita encomendas. Cada unidade será construída sob medida, com opções de personalização. A entrega das primeiras unidades está prevista para meados de 2026.
O Ford Escort RS de 326 cv é mais do que um carro: é uma cápsula do tempo modernizada. Com preço de superesportivo e produção restrita, ele certamente marcará a história automotiva.
Para quem pode pagar R$ 2 milhões, a chance de dirigir um Escort Mk1 novinho em folha é irresistível. O resto de nós fica com as fotos e a nostalgia.



