Formação de Aliança Regional liderada por Netanyahu para enfrentar eixos radicais no Oriente Médio: Índia, Grécia, Chipre e mais países envolvidos

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, está trabalhando para criar uma aliança regional com o objetivo de enfrentar o que ele chama de “eixos radicais” no Oriente Médio. Essa declaração foi feita durante o anúncio da próxima visita do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, a Israel. De acordo com informações da Al Jazeera, Netanyahu pretende reunir países que compartilham uma visão estratégica em comum para contrabalançar os chamados “eixo xiita radical” e “eixo sunita radical emergente”.

Segundo o Times of Israel, citado pela Al Jazeera, Netanyahu descreveu o plano como a criação de um sistema de alianças no Oriente Médio, formando um “hexágono” de países. O objetivo é estabelecer um eixo de nações que compartilhem a mesma visão sobre os desafios e objetivos em oposição aos eixos radicais identificados. Além disso, ele mencionou a Índia, Grécia, Chipre e outros países árabes, africanos e asiáticos como possíveis integrantes dessa aliança.

Israel vem buscando ampliar suas relações formais com países árabes e muçulmanos desde 2020 através dos Acordos de Abraão, com o apoio dos Estados Unidos. Essas relações foram tensionadas em razão do genocídio em Gaza, o que resultou em críticas do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e da Arábia Saudita. Esse contexto tem levado a uma deterioração nas perspectivas de normalização entre Israel e esses países.

A iniciativa de Netanyahu de formar uma aliança regional contra os eixos radicais no Oriente Médio demonstra uma estratégia de cooperação e organização de países com interesses comuns na região. A inclusão da Índia, Grécia, Chipre e outros países nessa aliança mostra a diversidade de apoio que Israel busca para enfrentar seus adversários considerados radicais. Essa tentativa de fortalecimento de relações regionais pode impactar significativamente a geopolítica do Oriente Médio nos próximos anos.

A criação desse bloco de nações se baseia na ideia de compartilhamento de visões estratégicas, desafios e objetivos, visando contrabalançar os eixos radicais identificados por Netanyahu. A estratégia de envolver países de diferentes regiões e culturas nessa aliança reflete a preocupação de Israel em fortalecer sua posição e segurança diante de ameaças consideradas radicais na região. A articulação desse “hexágono” de alianças pode representar uma mudança significativa nas relações geopolíticas do Oriente Médio nos próximos anos.

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