Fotógrafo suspeito de vender fotos íntimas causa medo em vítimas no RS

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Medo de onde essas fotos podem ter ido parar, diz vítima de fotógrafo suspeito de vender imagens íntimas de mulheres sem consentimento no RS

Mais de 20 mulheres registraram ocorrência. Polícia suspeita de que número possa passar de 100 em todo o Brasil. Cerca de 2,8 mil fotos foram publicadas em plataforma de conteúdo adulto.

Medo de onde essas fotos podem ter ido parar, diz vítima de fotógrafo no RS

Uma das mulheres que foi vítima do fotógrafo suspeito de vender imagens íntimas sem consentimento no RS afirma que quer justiça após ter suas fotos divulgadas em uma plataforma de conteúdo adulto. Ela diz também que sente medo das possíveis consequências. O homem de 27 anos foi preso preventivamente em Porto Alegre, no sábado (3).

“Se você fica com medo, mas também com raiva. Você quer justiça, mas também fica com medo de onde essas fotos podem ter ido parar, qual é a proporção que isso pode ter”, diz a mulher, que prefere não se identificar.

A vítima relatou ter feito diversos ensaios ao longo de quatro anos e contou que só descobriu a divulgação ao encontrar as imagens no site.

De acordo com a investigação, o suspeito, que não teve o nome divulgado, estaria divulgando e colocando à venda imagens íntimas de mulheres em site de conteúdo adulto sem o consentimento das vítimas.

A delegada responsável, Thaís Dias Dequech, informou que as fotos foram feitas com autorização das vítimas, mas a divulgação e a venda do material não tiveram consentimento.

Além da prisão, também foram apreendidos aparelhos eletrônicos, que serão submetidos à perícia técnica. As ordens judiciais foram cumpridas no bairro Petrópolis, na Zona Leste da capital. A polícia estima que ao menos 2,8 mil imagens tenham sido publicadas na plataforma.

Segundo a delegada Thaís, mais de 20 mulheres já registraram boletim de ocorrência contra o homem, mas a polícia suspeita de que o número de vítimas possa passar de 100 em todo o Brasil.

As primeiras denúncias surgiram no início de dezembro do ano passado, quando vítimas se reconheceram nas imagens publicadas. Mulheres de diferentes cidades gaúchas procuraram a polícia.

As investigações prosseguem e buscam identificar outras possíveis vítimas. A operação, batizada de Imagem Protegida, tem o objetivo de reprimir a divulgação não consentida de cenas de nudez em ambiente digital.

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