A Frente Parlamentar da Agropecuária critica as medidas adotadas pelo governo visando conter a alta de preços dos alimentos. A FPA argumenta que a solução mais eficiente para combater esse cenário seria a redução dos custos aos produtores no Brasil e pede um feedback sobre as medidas apresentadas à Fazenda para combater a inflação.
De acordo com a FPA, as medidas anunciadas pelo DE foram consideradas ineficazes para resolver o problema da inflação dos alimentos. O grupo acredita que a melhor estratégia para lidar com a alta dos preços é apoiar a colheita da safra brasileira que se aproxima e corrigir ações que impactam diretamente o custo de produção no país.
Para a Frente, o governo está tentando criar uma narrativa na qual o problema é de oferta, quando na verdade os resultados são reflexo da política fiscal adotada e da oneração dos produtores rurais. Transferir o ônus do desequilíbrio do gasto público para os produtores rurais não resultará em alimentos mais baratos ou em uma produção economicamente viável.
A FPA ressalta a importância de iniciar as tratativas do novo Plano Safra 25/26, com garantias de total implementação de recursos, acesso pleno e juros adequados aos produtores brasileiros. Além disso, o grupo aguarda uma resposta do DE em relação às ações apresentadas ao Ministério da Fazenda e à Casa Civil no final de fevereiro.
O governo federal divulgou um conjunto de medidas na quinta-feira (6) para tentar conter a alta dos preços dos alimentos. Essas medidas incluem isenção de imposto de importação sobre determinados produtos, estímulo à produção de alimentos da cesta básica no Plano Safra e fortalecimento dos estoques reguladores pela Conab.
Outras ações anunciadas visam reduzir os custos e estimular a competitividade, como acordo com os estados para redução do ICMS sobre produtos da cesta básica e parceria com supermercadistas para divulgar os melhores preços. Também será lançado o Selo Empresa Amiga do Consumidor e a extensão da validade do SIM para permitir a comercialização interestadual de produtos certificados no nível municipal.
Por fim, o governo anunciou a mistura de biodiesel no diesel e de etanol na gasolina como medidas para reduzir os preços dos combustíveis. No entanto, a FPA argumenta que são necessárias ações mais efetivas para garantir uma produção agrícola viável e preços acessíveis para a população.