O estudo, realizado pela Rede Nossa São Paulo em parceria com o Instituto Cidades Sustentáveis, analisa 40 indicadores em 39 municípios, abrangendo áreas como saúde, educação, habitação, segurança pública, mobilidade, infraestrutura, meio ambiente, cultura e rendimento. O objetivo é evidenciar as disparidades no acesso a serviços públicos e na qualidade de vida que afetam a população de mais de 21 milhões de pessoas.
Além de se destacar pela maior expectativa de vida, São Caetano do Sul também ocupa a primeira posição no ranking geral do estudo, com 29 pontos. Em contrapartida, Francisco Morato figura entre as localidades de pior desempenho geral, alinhando-se a outras cidades como Pirapora do Bom Jesus e Juquitiba.
Os dados do Mapa da Desigualdade ressaltam que, mesmo entre municípios vizinhos que compartilham dinâmicas econômicas e padrões de deslocamento da população, as realidades enfrentadas no que diz respeito ao acesso a direitos e serviços públicos são profundamente desiguais. Essa questão é premente na maior região metropolitana do Brasil, onde a disparidade social ainda é evidente.
Para compor o Mapa, foram utilizados dados oficiais de órgãos como IBGE, DataSUS, Inep e o Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico. A iniciativa busca fornecer subsídios para o desenvolvimento de políticas públicas que visem a redução dessas desigualdades ao longo do tempo.



