Funcionário de farmácia assassinado no PR por motivo torpe: vítima iria estudar na faculdade da esposa do autor; crime filmado

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Homem confessa ter matado funcionário de farmácia no PR porque vítima iria estudar na faculdade da esposa; crime foi filmado

Jander Bezerra da Silva foi condenado a 16 anos e 6 meses de prisão pelo assassinato de William Aparecido Henrique Ferreira, em Londrina. Defesa informou que apresentou recurso.

Funcionário de farmácia é morto a tiros enquanto trabalhava no Paraná

Jander Bezerra da Silva foi condenado a 16 anos e seis meses de prisão, em tribunal do júri realizado em Londrina, no norte do Paraná, nesta terça-feira (11). Ele confessou ter assassinado William Aparecido Henrique Ferreira, de 25 anos, em uma farmácia da cidade. No interrogatório, disse que decidiu cometer o crime após descobrir que a vítima pretendia estudar na mesma faculdade que a esposa dele, com quem William teve um breve relacionamento.

No dia 27 de fevereiro de 2025, uma câmera de segurança da farmácia onde William trabalhava filmou o momento em que Jander entra no local, chama o jovem e atira contra ele. Assista acima.

O crime identificado foi homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Em nota, a defesa do réu informou que apresentou recurso sobre a decisão. Leia a manifestação na íntegra clicando aqui.

No julgamento, Jander disse que sabia que a esposa e William tiveram um relacionamento enquanto o casal estava separado. À época do crime, o delegado Miguel Chibani, da Polícia Civil (PC-PR) apurou que essa relação havia acontecido há mais de um ano, ou seja, entre 2023 e 2024.

O réu revelou no tribunal do júri que, pouco antes da data do homicídio, leu mensagens no celular da esposa, em que uma amiga contava a ela que William pretendia transferir a matrícula da faculdade à instituição em que a mulher estava estudando. “Fiquei com muitos ciúmes, perdi a cabeça”, relatou.

O homem se recusou a falar como conseguiu a arma e disse que não planejou o crime. A versão, entretanto, foi contestada na sentença. O documento sustenta que as investigações mostraram que Jander ficou nas imediações da farmácia e esperou “o momento oportuno para a execução” por 42 minutos. Também é destacado que a perícia no celular de Jander encontrou vídeos do réu manuseando uma arma semelhante à usada no crime, gravados cinco dias antes do assassinato.

Relembre o caso:
1. Como foi o crime
2. Quem é William
3. Como Jander foi identificado e preso
4. O que diz a defesa

Como foi o crime?

No dia 27 de fevereiro de 2025, por volta das 11h25, Jander entrou na farmácia, na Avenida Inglaterra, e pediu diretamente a William um medicamento. As imagens divulgadas mostram a vítima indo até as prateleiras, momento em que o homem aponta o revólver na cabeça dela e tenta disparar pela primeira vez, mas a arma falha.

A gravação também mostra que William escutou o barulho e se afastou. Em seguida, foi atingido por pelo menos dois disparos. O atirador saiu correndo e fugiu em uma motocicleta, de acordo com a Polícia Militar (PM-PR). Ele usava boné, mochila, moletom com capuz e calça. Apesar da chegada do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate), William não resistiu aos ferimentos e morreu no local. No julgamento, Jander confessou que atirou uma vez e o tiro atingiu a cabeça do jovem.

Quem é William

William Aparecido Henrique Ferreira era de Cambará, mas vivia em Londrina. As cidades ficam a 137 quilômetros de distância. Ele completou 25 anos em janeiro de 2025 e trabalhava na rede de farmácias há três anos, segundo a polícia.

Como Jander foi identificado e preso

Assim que o crime aconteceu, a PM-PR recebeu informações anônimas sobre a identidade do suspeito. Os detalhes foram repassados à Polícia Civil, que iniciou as investigações. Os policiais chegaram até a casa de Jander Bezerra da Silva, onde tiveram a entrada permitida pela esposa do suspeito. No local, de acordo com o termo de audiência, foi encontrada a moto que a polícia apurou ter sido usada no crime. Os policiais também localizaram porções de maconha, cocaína e uma droga psicotrópica (MDMA) no imóvel, além de balança e embalagens. A suspeita é de que o homem faz separação das substâncias para o tráfico. Após, Jander foi encontrado no trabalho, em um mercado. A PM comunicou sobre a prisão do suspeito por volta das 15h40 do mesmo dia.

O que diz a defesa

A advogada Indyanara Pini, que representa Jander, informou que apresentou recurso sobre a decisão do júri. Leia a nota na íntegra:

“Ontem, durante o julgamento pelo plenário do júri a defesa do Jander buscou o afastamento das qualificadoras do crime, motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. Apesar das provas de que o crime foi passional, as qualificadoras foram mantidas. A sentença fixou a pena de 16 anos e 6 meses, e, já no ato foi interposto recurso de apelação. As razões do recurso serão apresentadas na próxima semana e, na sequência, o processo seguirá ao TJPR para julgamento.”

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