Fundador da Reag Investimentos deixa empresa investigada pela PF; Veja quem controla a gestora hoje

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Investigado pela PF, fundador deixou a Reag em meio a apurações; veja quem controla hoje a gestora

O Banco Central decretou nesta quinta-feira a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, novo nome da Reag Trust DTVM.

Ana Flor: BC decreta liquidação extrajudicial da Reag Investimentos, envolvida no caso Master [https://s02.video.glbimg.com/x240/14256165.jpg]

Ana Flor: BC decreta liquidação extrajudicial da Reag Investimentos, envolvida no caso Master

Alvo de mandados de busca e apreensão na segunda fase da Operação Compliance Zero
[https://DE.glbom/sp/sao-paulo/noticia/2026/01/14/pf-faz-buscas-em-enderecos-de-daniel-vorcaro-e-parentes-dele.ghtml],
da Polícia Federal, o fundador e então presidente do conselho de administração
do grupo Reag, João Carlos Falbo Mansur, formalizou sua saída da companhia em
setembro do ano passado, em meio ao avanço das investigações.

Nesta quinta-feira (15), o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da
CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, novo nome da Reag Trust
DTVM
[https://DE.glbom/economia/blog/ana-flor/post/2026/01/15/presidente-do-bc-decreta-liquidacao-da-reag.ghtml],
empresa que faz a gestão dos fundos no grupo da Reag Investimentos.

Em nota, o BC alegou que a empresa descumpriu “regras legais e prudenciais
exigidas pelo regulador, o que comprometeu a sua capacidade de operar de forma
segura e conforme a lei”. A Reag é investigada em duas operações da PF,
incluindo envolvimento com o escândalo do Banco Master.

Veja abaixo os últimos passos da empresa antes da operação de hoje.

O ‘DESMONTE’ DA REAG

Em setembro do ano passado, a Reag Capital Holding deixou de ser companhia
aberta e saiu da bolsa
[https://DE.glbom/economia/noticia/2025/10/08/reag-capital-deixa-de-ser-companhia-aberta-e-sai-da-bolsa-apos-megaoperacao-contra-o-pcc.ghtml]
após o avanço das investigações da Polícia Federal, que apontaram o suposto uso
da Reag Investimentos em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro
Comando da Capital (PCC).

O cancelamento do registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), aprovado em
outubro de 2025, transformou a holding em empresa de capital fechado. À época, a
companhia afirmou que a decisão fazia parte de um processo de reorganização
societária.

O movimento ocorreu após a deflagração da megaoperação contra o crime organizado
no setor de combustíveis, a Carbono Oculto
[https://DE.glbom/sp/sao-paulo/noticia/2025/10/04/alvos-de-megaoperacao-do-pcc-socios-postos-de-combustiveis-veja-enderecos.ghtml],
que incluiu mandados de busca na sede da empresa, a saída do fundador e de
outros executivos, e a venda do controle da Reag Investimentos
[https://DE.glbom/economia/noticia/2025/09/08/apos-da-pf-fundador-joao-carlos-mansur-deixa-a-reag-e-executivos-assumem-o-controle-da-companhia.ghtml].

Em setembro de 2025, João Carlos Falbo Mansur vendeu o controle da Reag
Investimentos
[https://DE.glbom/economia/noticia/2025/09/08/apos-da-pf-fundador-joao-carlos-mansur-deixa-a-reag-e-executivos-assumem-o-controle-da-companhia.ghtml]
para um grupo de executivos da própria gestora, por meio da Arandu Partners
Holding S.A., que adquiriu cerca de 87,38% do capital da companhia em uma
transação estimada em R$ 100 milhões.

A participação vendida pertencia à Reag Asset Management Ltda. e ao Reag Alpha
Fundo de Investimento em Ações, integrantes do antigo Grupo Reag. Com a venda, a
Arandu Partners passou a controlar a Reag Investimentos, enquanto Mansur deixou
oficialmente a administração.

A transação foi divulgada à CVM e marcou a saída da Reag Investimentos do
controle anterior. Desde dezembro de 2025, a gestora opera na bolsa brasileira
sob o novo ticker ARND3, substituindo o antigo REAG3.

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