Galípolo promete inovações no Pix até 2028 durante cerimônia de 60 anos do BC

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Galípolo promete novidades no Pix até o fim da gestão

Durante a cerimônia que comemorou os 60 anos da autarquia, o dirigente também reforçou o compromisso com a autonomia institucional e a democratização do debate monetário

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, anunciou nesta quarta-feira (2) que uma série de inovações para o PIX serão implementadas até o final de sua gestão, em 2028. Durante a cerimônia que comemorou os 60 anos da autarquia, o dirigente também reforçou o compromisso com a autonomia institucional e a democratização do debate monetário.

Segundo Galípolo, as próximas etapas de desenvolvimento do sistema de pagamentos instantâneos envolvem além de avanços no serviço, maior segurança no ambiente digital.

“Pretendemos entregar uma série de inovações: PIX por aproximação, PIX parcelado, PIX como garantia para quem empreende e não tem remuneração fixa, além da agenda do DREX [Real Digital]. PIX como garantia para quem empreende vai revolucionar o acesso ao crédito. Precisamos evoluir também nos processos de segurança para manter a confiança dos usuários”, disse.

Na ocasião, Galípolo ainda afirmou que um dos maiores desafios do BC atualmente é se comunicar com a sociedade fora da linguagem tradicional econômica e monetária.

“Vejo com muitos bons olhos quando o debate sobre política monetária se democratiza. Acho que a autonomia significa que o BC precisa prestar mais contas e explicar melhor. […] O BC precisa aprender a falar com o público em outra língua que não seja latim”, frisou.

TRANSIÇÃO

Galípolo ainda destacou que a autonomia do BC, conquistada em 2021, fez com que tivesse uma transição suave do mandato do ex-presidente Roberto Campos Neto para ele.

“Ele [Campos Neto] me permitiu passar por essa transição do BC, tenho muito orgulho de ter passado por esse processo num momento de polarização da sociedade e que o BC conseguiu dar esse exemplo – convivemos da melhor maneira, do ponto de vista técnico e profissional”, afirmou.

O presidente do BC também refletiu sobre a trajetória da instituição, afirmando que a autoridade monetária é formada “com muito calor e pressão”, “uma excelência que foi forjada no calor e na pressão”.

Também estiveram no encontro, ocorrido na sede do BC em Brasília, os ministros Ricardo Lewandowski (Justiça), Luiz Marinho (Trabalho), Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento) e Jorge Messias (AGU).

Para representar o poder Legislativo, os presidentes do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), discursaram na cerimônia.

Os ex-presidentes do BC também estiveram no encontro: Roberto Campos Neto, Ilan Goldfajn, Alexandre Tombini, Henrique Meirelles, Arminio Fraga, Gustavo Franco, Gustavo Loyola, Pedro Malan e Wadico Waldir Bucchi.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também tinha confirmado, mas cancelou a ida poucas horas antes do evento.

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