Presa garota de programa suspeita de chantagear e extorquir vítimas com imagens íntimas no RS
Conforme a polícia, uma jovem de 23 anos fazia parte de um esquema junto com outros dois homens. Além de chantagear, ela também simulava estar sendo ameaçada pelas vítimas, chegando a exigir o pagamento de R$ 7 mil em um dos casos.
A Polícia Civil prendeu preventivamente, na manhã desta sexta-feira (6), em Porto Alegre, uma garota de programa suspeita de integrar o grupo que usava imagens íntimas de vítimas para chantagem e extorsão. O nome da suspeita não foi divulgado.
A prisão da jovem de 23 anos é resultado da operação Consensuale. Dois homens foram presos anteriormente em uma primeira etapa da ação contra o trio.
“A presa, que exercia a atividade de garota de programa, é apontada como responsável por viabilizar o acesso às imagens íntimas utilizadas para coagir a vítima, além de atuar de forma coordenada com os demais investigados, pressionando psicologicamente a vítima para o pagamento dos valores exigidos”, explica a polícia.
Na ocasião da operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Porto Alegre e Canoas, na Região Metropolitana. Celulares, dispositivos eletrônicos e mídias de armazenamento foram apreendidos para perícia.
O esquema funcionava a partir de encontros presenciais nos quais eram obtidas imagens íntimas das vítimas. Em seguida, o material era utilizado para extorquir dinheiro sob ameaça de divulgação para familiares e conhecidos.
A investigação revelou que a garota de programa também simulava ser ameaçada, convencendo a vítima de que o pagamento resolveria a situação para ambos. Enquanto isso, um homem enviava vídeos e imagens íntimas para aumentar a pressão.
Houve ainda a participação de um terceiro suspeito que fornecia a conta bancária para receber o dinheiro, dificultando o rastreamento. No caso específico apurado, os criminosos exigiram o pagamento de R$ 7 mil, com uma vítima formalmente identificada.
A Polícia Civil alerta que a rápida comunicação do crime é essencial para preservar provas e impedir novas ameaças. As vítimas de extorsão digital são aconselhadas a não realizar pagamentos, guardar as mensagens e buscar imediatamente uma Delegacia de Polícia ou Delegacia de Pronto Atendimento (DPPA), com garantia de sigilo pela lei.




