GUARUJÁ (SP) — Dois equipamentos tecnológicos modernos começaram a ser utilizados em Guarujá, no litoral paulista, para inspecionar a saúde interna das árvores urbanas e avaliar riscos de queda sem causar danos às plantas. O tomógrafo e o resistógrafo são ferramentas inéditas no município que fornecem base técnica e científica para definir se uma árvore precisa ser removida ou pode ser tratada e preservada, conforme informações oficiais da administração municipal.
A demonstração dos instrumentos ocorreu na última terça-feira (2), durante uma ação de poda na Rua Benjamin Constant, em Pitangueiras, com a presença do prefeito Farid Madi. Os equipamentos passaram a ser empregados no mesmo dia e serão utilizados conforme a necessidade técnica identificada em cada caso. O serviço é desenvolvido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Segurança Climática (Semam) em parceria com a empresa Florestana, responsável pelos serviços de arborização, poda e manutenção de árvores na cidade. Segundo a prefeitura, os equipamentos integram o contrato já existente e fazem parte dos serviços prestados ao município.
Como funcionam o tomógrafo e o resistógrafo na inspeção de árvores
O tomógrafo funciona como um exame de imagem do tronco, com sensores posicionados ao redor da árvore que medem o tempo que o som leva para atravessar a madeira após leves batidas. O software gera um mapa visual em duas ou três dimensões, indicando cavidades, rachaduras e sinais de deterioração interna. Já o resistógrafo utiliza uma agulha fina que perfura a madeira e mede sua resistência, registrando em gráfico a variação do esforço necessário para a perfuração. Alta resistência indica madeira saudável e densa, enquanto baixa resistência pode revelar áreas ocas ou comprometidas. A técnica adotada é a arborização ecológica, que alia planejamento e manejo com foco na conservação da biodiversidade nativa e na segurança da população.
Resultados das avaliações guiam decisões de manejo sustentável
O prefeito utilizou o resistógrafo para medir a saúde interna de uma das árvores e aprovou o equipamento. “É extremamente necessário cuidar com carinho das áreas verdes de Guarujá. O ato de conservação e preservação é algo que devemos prezar, visando a qualidade de vida e o futuro do planeta terra”, afirmou em declaração pública. Após a realização dos exames, os dados coletados serão analisados pelo setor técnico responsável, que utilizará as informações para embasar decisões sobre o manejo adequado de cada árvore. Com base nos resultados, será possível definir se o exemplar necessita de remoção, tratamento ou apenas acompanhamento preventivo. A iniciativa integra os esforços de SÃO PAULO para modernizar a gestão de áreas verdes urbanas, aliando tecnologia à preservação ambiental.



