Gaviões da Fiel inova com floresta azul em enredo sobre povos originários

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Floresta azul: Gaviões se mantém fiel e evita verde em enredo sobre povos originários por rivalidade com o Palmeiras

Abre-alas tem 73 metros de comprimento, 22 metros de altura e leva 4.500 litros de água.

Gaviões evita verde em enredo sobre povos originários e traz floresta azul

Gaviões evita verde em enredo sobre povos originários e traz floresta azul

Pode até ser enredo sobre floresta, povos originários e preservação ambiental. Mas, no abre-alas da Gaviões da Fiel, o verde passa longe. No carnaval deste ano, a escola levou para o Sambódromo uma floresta azul e prateada — tudo para manter uma tradição histórica ligada à rivalidade com o Palmeiras.

Com o enredo “Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã”, a Gaviões celebra a luta e o legado dos povos indígenas na segunda noite de desfiles no Sambódromo do Anhembi. A proposta é exaltar os povos originários e reforçar a importância da proteção ambiental. Só que, na visão do carnavalesco, essa floresta não é verde: é azul.

O abre-alas, batizado de “O Templo dos Sonhos”, dá a largada no desfile mostrando as visões de um xamã. O carro representa uma floresta em que homens e animais convivem em harmonia — um cenário idealizado, quase místico, que traduz o desejo de equilíbrio entre humanidade e natureza. E ela vem em proporções grandiosas. O abre-alas tem 73 metros de comprimento, é dividido em três partes, alcança 22 metros de altura — com um gavião gigante no topo — e leva nada menos do que 4.500 litros de água distribuídos entre os dois primeiros módulos, reforçando o efeito cênico da floresta dos sonhos.

Alegoria da Gaviões da Fiel traz jacaré cinza, para evitar o uso do verde, ligado ao Palmeiras, clube rival do Corinthians — Foto: Letícia Dauer/g1

Segundo o diretor de carnaval da escola, Leandro Machado, a escolha das cores segue uma tradição. “É histórico. O Gavião nunca usou o verde, não é agora que a gente vai usar, mesmo sendo uma floresta. É uma floresta imaginária do carnavalesco, por isso que permite isso no carnaval”, explica.

Ele destaca que a liberdade criativa é uma das essências da festa. “Na concepção dele, a floresta dele é azul. É um sonho, né? É um sonho.”

Até o jacaré que abre caminho na alegoria acompanha a proposta. A espécie escolhida é o jacaré-açu, também conhecido como jacaré-negro, exclusivo da América do Sul. A opção ajuda a manter a identidade visual longe do verde tradicional das matas — e, claro, distante também da cor do maior rival.

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