Na terça-feira (17), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que a presidente do Palmeiras e da Crefisa, Leila Pereira, não é obrigada a comparecer à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O depoimento de Leila estava marcado para quarta-feira (18), mas foi cancelado após a decisão de Mendes. Ele também autorizou a presidente do Palmeiras a ficar em silêncio, caso decidisse comparecer. A defesa de Leila informou que ela estará fora do país entre os dias 10 e 25, período em que a comissão está prevista para funcionar até o dia 28 de março.
Entretanto, Leila Pereira afirmou que está “à disposição” da CPMI para prestar esclarecimentos, se necessário. O requerimento para que Pereira fosse ouvida na comissão, de autoria do relator Alfredo Gaspar (União-AL), se baseava em informações prestadas pelo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, em depoimento realizado no início de fevereiro. Gaspar destacou que a convocação é uma “medida necessária” para esclarecer o conhecimento da alta administração da Crefisa sobre irregularidades relatadas por beneficiários.
O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, informou que a Crefisa assumiu papel central na operação de pagamento de novos benefícios, mas passou a ser alvo de medidas restritivas. A empresa foi alvo da suspensão de contratos para pagamento de benefícios. A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, não é obrigada a comparecer à CPMI do INSS e fica autorizada a ficar em silêncio se decidir participar. Seu depoimento estava marcado para esta quarta-feira, mas foi cancelado após a decisão do ministro Gilmar Mendes.
Irregularidades Relatadas Pelo INSS
De acordo com o relator Alfredo Gaspar, a Crefisa assumiu um papel crucial na operação de pagamento de benefícios do INSS, mas enfrentou restrições por parte do órgão. O requerimento de convocação de Leila Pereira destacou a importância de esclarecer o envolvimento da alta administração da empresa em possíveis irregularidades relatadas por beneficiários. As informações prestadas pelo presidente do INSS foram a base para a solicitação de depoimento da presidente do Palmeiras.
Os documentos revelam que a Crefisa teve seu papel central na operação de pagamento de benefícios sob escrutínio do INSS. Até o momento, a comissão está ativa e prevista para funcionar até o dia 28 de março, com a última sessão marcada para o dia 26. A defesa de Leila Pereira informou que ela estará fora do país durante o período em que a CPMI está em andamento, justificando sua ausência na data estipulada para o depoimento.
Desfecho da Decisão de Mendes
Com a decisão do ministro Gilmar Mendes, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, não é obrigada a comparecer à CPMI do INSS e poderá ficar em silêncio se decidir participar. A solicitação de depoimento, feita pelo relator da comissão, se baseou em informações prestadas pelo presidente do INSS, que colocou a Crefisa no centro de possíveis irregularidades nos pagamentos de benefícios. A defesa de Pereira justificou sua ausência devido a uma viagem internacional. A comissão está prevista para encerrar suas atividades no final de março.



