O decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, embargou a voz nesta 5ª feira (19.mar.2026) ao afirmar que o Brasil tem uma “dívida” com o ministro Alexandre de Moraes, durante sessão que marcou os 9 anos do magistrado na Corte.
Em sua fala, Gilmar Mendes disse que Moraes demonstrou “ânimo inquebrantável” ao longo do período, ao enfrentar pressões e desafios em processos sensíveis. Segundo ele, a atuação do colega ajudou a manter o país “em curso”, mesmo diante de “águas tempestuosas”.
O presidente do STF, Edson Fachin, também elogiou Moraes e destacou a “coragem” do ministro na condução de investigações recentes.
Fachin ressaltou a relatoria de Moraes nos processos que levaram à condenação dos envolvidos nos atos do 8 de Janeiro. “O Brasil viveu, nos últimos anos, uma prova diferente do mesmo compromisso. Houve uma tentativa de romper com a ordem democrática. Houve pessoas que invadiram e destruíram as sedes dos Três Poderes da República. Houve um plano, documentado, para impedir a posse de um presidente eleito pelo povo brasileiro”, afirmou o presidente do Tribunal.
Gilmar, na condição de decano, deu parabéns a Moraes e declarou que o colega submeteu o ex-presidente ao rigor da lei. Segundo o ministro, ficou comprovado o plano de golpe, e as críticas “vazias sobre a lisura do rito” são uma “retórica política dos acusados para desacreditar o Tribunal e tentar desviar o foco do debate público dos graves fatos revelados por testemunhas e provas apresentadas pela PGR”.
“O Brasil, graças à firmeza do ministro Alexandre, passou a integrar um seleto grupo de nações que tiveram a coragem e a maturidade de submeter um ex-mandatário ao rigor da lei. Isso, senhoras e senhores, é o Estado democrático de Direito”, afirmou.
Novidades e desdobramentos ainda são esperados após as palavras de Gilmar Mendes e Edson Fachin, que destacaram a relevância da atuação de Moraes e a importância de manter a democracia e a ordem constitucional.
A repercussão das declarações feitas durante a sessão do STF promete estar presente nos debates políticos e jurídicos do país, ressaltando a importância do papel da Suprema Corte e dos ministros no atual cenário nacional.
Ao final, fica o convite para reflexão sobre o papel dos poderes constituídos na manutenção do Estado democrático, evidenciando a relevância do compromisso dos magistrados com a Justiça e a democracia brasileira.



